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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Links Nacionais e internacionais

 Associação Brasileira Instituições Filantrópicas Combate ao Câncer: www.abifcc.org.br
Associação Médica Brasileira: www.amb.org.br
Fundação Antônio Prudente/Hospital do Câncer A. C. Camargo: www.hcanc.org.br
Coselho Federal de Medicina: www.portalmedico.org.br
Instituto Nacional do Câncer: www.inca.gov.br
Ministério da Saúde: www.saude.gov.br
Sociedade Brasileira de Cabeça e Pescoço: www.sbccp.org.br
Sociedade Brasileira de Dermatologia: www.sbd.org.br
Sociedade Brasileira de Mastologia: www.sbmastologia.com.br
Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica: www.sobope.org.br
Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica: www.sbco.com.br
Sociedade Brasileira do Radiologia: www.sbrad.org.br
Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica: www.sboc.org.br
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica: www.cirurgiaplastica.org.br
Portal do Voluntário: www.portaldovoluntario.org.br
Filantropia: www.filantropia.org
Federação de Santas Casas da Bahia: www.fesfba.org.br
Associação de Hospitais do Estado da Bahia: www.ahseb.com.br
Confederação das Santas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas: www.cmb.org.br
LINKS INTERNACIONAIS
American Cancer Society: www.cancer.org
American Society of Clinical Oncology: www.asco.org
National Cancer Institute: www.cancer.gov
UICC - International Union Against Cancer: www.uicc.org

Unidade de Oncologia Pediátrica

UNIDADE DE ONCOLOGIA PEDIÁTRICA DO HOSPITAL ARISTIDES MALTEZ 
O projeto de atenção à criança com câncer no Hospital Aristides Maltez - HAM, iniciado em 1954 e interrompido em julho de 1976 foi retomado em 2001 com a iniciativa da 1ª Dama Tércia Borges no Governo César Borges e reiniciado em 2003, com apoio da Bancada de Parlamentares da Bahia (Deputados Federais e Senadores) tendo como coordenador o Deputado José Alves Rocha com os convênios nºs 2643/2003 e 5412/2004 com o Ministério da Saúde, respectivamente nos valores de R$ 1.900.000,00 (hum milhão e novecentos mil reais) e R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais).
Doações complementares: Ana Thereza Ferreira (Cerâmicas Alusivas), Bel Borba (Painel entrada principal), Sergio  Rabinovitz (3 telas),  Little Dreams (apliques e pinturas lúdicas).
Amplo apoio decisivo: Anna Elena Mariani Bittencourt para montagem e início de funcionamento em 3 de novembro de 2008.
Projeto : Arquiteta Karine Volkert Alves com o apoio de Ronald Lago.
A construção de seis andares é composta da seguinte maneira:
Subsolo - raio x , mamografia e ultra-sonografia.
Térreo - brinquedoteca, fraldário, coleta de sangue, consultórios, recepção, sala de pequenos procedimentos cirúrgicos.    
1º Pavimento - sala de aplicação de ciclos quimioterápicos, consultórios de psicologia, odontologia, fisioterapia e lactário.
2º Pavimento - 8 (oito) apartamentos (leitos individuais de internação), brinquedoteca e sala de aula.
3º Pavimento - 10 (dez) apartamentos (leitos individuais de internação).
4º Pavimento - Departamento de Ensino e Pesquisa, Comitê de Ética e Pesquisa, Administração, Voluntariado, sala de reunião e contas médicas.
Inauguração: 17 de outubro de 2008 e início do funcionamento em 03/11/2008.
Equipe Técnica: Oncologistas Pediátricos, Cirurgiões Pediátricos, Intensivistas Pediátricos, Psicólogas, Fisioterapêutas, Dentistas, Enfermeiras, Assistentes Sociais, Nutricionistas, Farmacêuticas, Técnicos em Enfermagem, Brinquedistas e Pedagogas.
Suporte Social: 5 leitos duplos em Casa de Apoio – NACCI, sito à Rua do Alvo, 45, Saúde, Salvador/BA.
Posição atual: em atividade 18 (dezoito) leitos de internação sendo 2 (dois) leitos de semi-intensivos que fazem frente provisoriamente a falta da Unidade de Terapia Intensiva – UTI Infantil.
Movimento funcional Novembro 2008/Dezembro 2009:Nº de matriculas:.............................................276
Nº de consultas:..............................................3.032
Nº de ciclos quimioterápicos: ............................2.890
Cirurgias realizadas: .......................................226
Nº de internamentos: ......................................371
Nº de Mielograma: ..........................................78
Nº de punções: ...............................................78
SUS: ..............................................................100%
Coordenação técnica: Médica Oncologista Pediatra: Nilma Pimentel de Brito
Coordenadora Administrativa: Rosilane Campos Portugal
Bancos da Campanha:
Banco do Brasil: Ag 3025-2; Cc 126.578-4
Caixa Econômica Federal: Ag 1236; Cc 11.000-1; Operação 003

Histórico do Hospital Aristides Maltez

Levado pelo sofrimento da mulher baiana, portadora de câncer do colo uterino, que por falta de condições de hospitais da época, padeciam nas praças e nos passeios públicos, decidiu o Professor Aristides Maltez, titular da cátedra de Ginecologia da Faculdade de Medicina da Bahia desenvolver os máximos esforços junto a sociedade baiana para criar um Instituto de Câncer. Conseguiu o primeiro passo ao fundar, em manhã ensolarada de domingo, no Hospital Santa Izabel, da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, com 52 abnegados companheiros, a Liga Bahiana Contra o Câncer, segunda entidade criada na luta contra o câncer no Brasil, ocasião em que proferiu a lapidar frase: "Esta é a lâmpada da caridade que jamais se apagará no coração dos meus seguidores".
Árduos foram os momentos que se seguiram para alcançar o objetivado, até que em 1939 foi chamado a realizar uma intervenção cirúrgica delicada no Interventor do Estado da Bahia, Landulpho Alves de Almeida. Como brilhante cirurgião que era o Prof. Maltez, tendo sido a cirurgia coroada de êxito e o cirurgião recusando-se a receber honorários pelo ato, eis que pressionado pelo interventor, lançou o desafio: "se alguma coisa queira V.Exª fazer por mim, faça pelos cancerosos carentes e ajude-nos a completar o recurso que possui a Liga Bahiana Contra o Câncer, para a construção do Instituo de Câncer da Bahia".
E assim, determinou o interventor Landulpho Alves a emissão de bônus do Tesouro Estadual no valor de $103,50 contos de reis que vieram a se juntar aos $196,50 contos de reis obtidos em campanhas através de quermesse, chás e outras atividades sociais da época.
Conseguindo os recursos, foi adquirida a Chácara Boa Sorte, no bairro de Brotas, onde em 20 de outubro de 1940 foi lançada a pedra fundamental do Instituto de Câncer da Bahia, ocasião em que o Prof. Aristides Maltez enfatizando seu compromisso para com os carentes, os desvalidos em seu discurso destacou: "A semente do carvalho está lançada. A sua sombra não será, porém, mais para mim, servirá, sim, para dar abrigo aos cancerosos pobres da Bahia".
Iniciada a construção, veio o Prof. Maltez a falecer em janeiro de 1943, quando então decidiram seus companheiros dar ao Instituto de Câncer da Bahia o nome de Hospital Aristides Maltez, que foi inaugurada em 2 de fevereiro de 1952, sendo o primeiro hospital de câncer, construído na especialidade no país e que atua até os dias presentes, sem jamais ter deixado de funcionar um único dia sequer, voltado, fundamentalmente, para as pessoas carentes, excluídas, portadoras de câncer, o qual foi concluído em 1984, pelo apoio decisivo do governador Antonio Carlos Magalhães.
O Hospital Aristides Maltez, que começou a funcionar com 15 leitos, possui hoje 218 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), humanizada e 18 de oncologia pediátrica, um movimento diário em seus ambulatórios de 3.000 pacientes, tem como clientela 100% de pacientes SUS, atende anualmente uma média de pacientes egressos de 406 municípios do Estado da Bahia, além de pacientes de Estados vizinhos com Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Pará, Maranhão, Vitória e Minas Gerais, realiza uma média de 1.700.000 procedimentos
Desde a data de sua inauguração e durante o correr dos anos, foram grandes as dificuldades, as lutas, os obstáculos encontrados, sendo todos vencidos, passo a passo, graças ao empenho de seus dirigentes, a exemplo de Carlos Maltez e Aristides Maltez Filho, liderando seguidores do ideal do Prof. Aristides Maltez.
O Hospital Aristides Maltez atinge, na atualidade, uma posição de inquestionável destaque no cenário nacional da luta contra o câncer, tornando-se um centro de excelência, rigorosamente dentro do preceituado pelo seu fundador, Prof. Aristides Maltez, de atenção às pessoas carentes, sem jamais ter deixado de funcionar um único dia sequer.
Representa o Hospital Aristides Maltez um símbolo de amor ao próximo, um símbolo da filantropia no cenário nacional, graças ao elevado conceito da comunidade.
Como toda entidade que atua cristalinamente no cumprimento de seu papel social, é o seu hospital deficitário, financeiramente, mais superavitário na missão social.

Prof. Aristides Pereira Maltez 1882 - 1943

Filho de Francelino Pereira Maltez e de Amélia Guimarães Maltez, nasceu na cidade de Cachoeira, no estado da Bahia, em 31 de agosto de 1882, onde iniciou seus estudos em 1890, concluindo-os em Nazaré das Farinhas, também cidade do recôncavo baiano.
Bacharelou-se em Ciências e Letras, em 1902, no antigo Ginásio da Bahia. Foi aluno laureado e distinguiu-se, durante sua vida de magistério, como professor de preparatórios, ensinando grego, latim, inglês, francês, português e ciências físicas e naturais.
Em 1903, ingressou na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus e, concomitantemente, convidado pelo Governo do Estado da Bahia, lecionou grego, latim e português, no Ginásio da Bahia, até 1937, tendo ensinado a diversas gerações. Fez um curso brilhante, na Faculdade de Medicina da Bahia, formando-se em 1908, tendo sido o orador oficial da turma. Era considerado orador primoroso, ora comovente, ora empolgante, lírico e, quando necessário, buliçoso das massas. Após sua formatura, viajou, em 1911, para os Estados Unidos da América do Norte, onde se especializou em Ginecologia e Obstetrícia.
Em 1932, após invulgar trajetória e brilhante concurso, assumiu a cátedra de Ginecologia na Faculdade de Medicina da Bahia. Teve cinco filhos Luiz Malltez, Guilherme Maltez, Carlos Maltez, Aristides Maltez Filho e Jorge Maltez.
Hábil e primoroso cirurgião, dos maiores de sua geração, tendo, inclusive, idealizado técnicas cirúrgicas.

A maior realização de sua vida, como pioneiro na luta contra o câncer, no Brasil, foi a idealização, no final da década de 20, da construção de um Instituto de Câncer para a Bahia, visando, especialmente, atender às mulheres portadoras de câncer do colo do útero que, por falta de acomodações adequadas, viviam à mingua nas portas dos hospitais.
Conseguiu a consumação de seu ideal com a fundação da Liga Bahiana Contra o Câncer, em memorável sessão, em uma ensolarada manhã de domingo ― dia 13 de dezembro de 1936 ― juntamente com 52 abnegados companheiros, com maior destaque para o Prof. Ruy de Lima Maltez.

Esteve sempre voltado para a atenção à população carente, bem expressado na frase que, até hoje, marca todos os limites de sua instituição, ao proferir oração, no ato da instalação: “Esta é a lâmpada da caridade que jamais se apagará no coração dos meus seguidores”.
Contando com o apoio do Governador do Estado da Bahia, na pessoa do interventor Landulpho Alves de Almeida, e da sociedade baiana, conseguiu adquirir a Chácara Boa Sorte, em Brotas, por trezentos contos de réis. Ainda nos idos de 1940, começou a ser erigido o Instituto de Câncer da Bahia.

Mais uma vez demonstrando sua elevada sensibilidade para com o social, na ocasião do lançamento da pedra fundamental, proferiu a frase: “A semente de carvalho está lançada. A sua sombra não será, porém, mais para mim; servirá, sim, para dar abrigo aos cancerosos pobres da Bahia”.

Nos idos de 1943, sem que estivesse a obra concluída, veio a falecer o eminente professor, no dia 5 de janeiro. Seus pares, em memória ao idealizador, ao realizador da obra, decidiram denominar o Instituto de Câncer da Bahia de Hospital Aristides Maltez, que começou a funcionar em fevereiro de 1952 e somente foi concluído, em 1984, graças ao arrojo e à elevada sensibilidade do, à época, Governador do Estado da Bahia, Antonio Carlos Magalhães.

CÂNCER DE PULMÃO



CÂNCER DE PULMÃO
Sinônimos:
Carcinoma brônquico, neoplasia pulmonar maligna, tumor maligno do pulmão.
O que é?
O câncer de pulmão é o mais comum dos tumores malignos, apresentando um aumento por ano de 2% na sua incidência mundial. A mortalidade por esse tumor é muito elevada e o prognóstico dessa doença está relacionado à fase em que é diagnosticada.
Como se desenvolve?
O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Ele é responsável por 90% dos casos desse tumor. Mais homens que mulheres desenvolvem o câncer de pulmão, mas o número de casos em mulheres está aumentando, enquanto que o número de casos em homens está caindo. O risco de morte por câncer de pulmão é 22 vezes maior entre os fumantes do que entre os não fumantes.
Essa neoplasia pulmonar pode também ser causada por químicos - arsênico, asbesto, berílio, radônio, níquel, cromo, cádmio e cloreto de vinila, principalmente encontrados no ambiente ocupacional. Outros fatores relacionados a este tumor são os dietéticos (baixo consumo de frutas e verduras), genéticos, a doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e a história familiar de câncer de pulmão. Às vezes, essa doença se desenvolve em indivíduos que nunca fumaram e a causa é desconhecida.
Tipos de câncer de pulmão
Existem, basicamente, dois tipos de câncer de pulmão, dependendo de como as células aparecem ao exame no microscópio:
 
não pequenas células e
pequenas células.
Os cânceres de não pequenas células representam 80% de todos os casos. Esses incluem o adenocarcinoma, o carcinoma de células escamosas (epidermóide) e o carcinoma de grandes células. Os não pequenas células geralmente se disseminam lentamente para outros órgãos no corpo e pode ser difícil detectá-los em estágios precoces.
Já os cânceres de pequenas células são responsáveis por 20% dos casos de câncer de pulmão. Eles se disseminam muito rapidamente nos pulmões e para outros órgãos.
O que se sente?
Existem muitos sintomas de câncer de pulmão. Entretanto, algumas vezes, os sintomas poderão se tornar óbvios apenas quando a doença estiver bem avançada.
Os sinais e sintomas de câncer de pulmão podem incluir: br> 
tosse persistente ou mudança na tosse usual do fumante,
encurtamento da respiração,
escarro com sangue,
rouquidão,
dor torácica persistente ou aguda quando o indivíduo respira profundamente,
pneumonias de repetição,
sibilância.
Às vezes, as pessoas afetadas podem sentir mal-estar ou cansaço. Poderá haver também perda de peso ou apetite. Os sintomas podem ser devido à doença no pulmão, sua disseminação para os gânglios no tórax ou para outros órgãos como o cérebro, fígado, glândulas adrenais (uma de cada lado, logo acima de cada rim) ou ossos.
Como o médico faz o diagnóstico?
O surgimento de algum sintoma ou sinal de doença respiratória poderá levar o paciente a procurar um médico clínico-geral ou especialista. Esse poderá dar início a uma investigação que, usualmente, inclui uma radiografia do tórax. Através dessa, o médico poderá detectar uma lesão suspeita. Uma tomografia computadorizada ou ressonância magnética do tórax poderá detalhar mais essa lesão.
Nesse momento, o exame cito-patológico do escarro poderá ser solicitado, visto que é um exame simples que poderá confirmar a presença do câncer de pulmão. Contudo, a ausência de células malignas no escarro certamente não exclui a doença. O exame é normalmente coletado pela manhã, fazendo com que o paciente expectore num frasco de boca larga. O material é logo enviado para exame microscópico no laboratório
Existem outros procedimentos que têm o objetivo de fazer o diagnóstico da doença ou esclarecer a extensão dessa. Dentre eles estão: br> 
a fibrobroncoscopia,
a punção pulmonar com agulha,
a toracocentese e
a toracotomia.
A fibrobroncoscopia é um exame em que um aparelho flexível dotado de fibras ópticas e canal de instrumentação, por onde passam pinças e escovas, é introduzido pela boca ou pela narina, chegando até o pulmão. Dentro do pulmão, é realizada uma lavagem da área da lesão (lavado brônquico) e uma pequena escova é esfregada na lesão ou próxima dessa. São feitas lâminas com o esfregaço desse material da escova. Através de pinças, são obtidos pequenos pedaços da lesão. Todo esse material obtido (lavado, escovado e biópsia brônquica) é enviado para exame no laboratório de patologia. O rendimento da fibrobroncoscopia é maior nos casos de tumores centrais - que ficam mais ao alcance do aparelho.
Outra opção para obter substrato para o diagnóstico da doença é a punção pulmonar com agulha através da parede torácica. O médico, com o auxílio de exames de imagem para guiar a punção, aspira com uma seringa conectada a uma agulha, material da lesão tumoral ou retira um pedaço de tecido da lesão através de uma agulha de corte. Esse método diagnóstico é utilizado só nos casos em que o tumor tem uma localização bem periférica. Ou seja, quando a lesão está bem próxima da parede do tórax.
A toracocentese é a retirada do líquido que fica na cavidade pleural (entre o pulmão e a parede torácica). Aspira-se esse líquido com uma seringa conectada numa agulha após uma anestesia (geralmente local). É uma alternativa para o diagnóstico, pois alguns tumores do pulmão podem se apresentar dessa forma. O líquido é enviado para o exame laboratorial.
Freqüentemente há casos cujo diagnóstico vem através da retirada cirúrgica de gânglios comprometidos pela doença - sejam eles no tórax, pescoço ou outras localizações menos habituais.
A mediastinoscopia é um procedimento cirúrgico que aborda o mediastino (região situada entre os dois pulmões) e que freqüentemente é sede para a progressão da doença. Os tumores de pulmão, na maioria das vezes, se disseminam para os gânglios linfáticos do mediastino e, depois, para outros órgãos como ossos, fígado, cérebro e glândulas adrenais. Portanto, a mediastinoscopia pode, além de confirmar o carcinoma brônquico com seu tipo histológico (tipo de tecido), auxiliar no estadiamento da doença - mostrando se já é uma doença avançada ou não. Ajuda a definir o prognóstico do paciente.
Em alguns casos, a abertura cirúrgica do tórax (toracotomia) é necessária para a confirmação do câncer de pulmão. São casos em que o paciente tem que ficar hospitalizado.
Como se trata?
Os tumores malignos do pulmão podem ser tratados com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Ou, então, essas modalidades terapêuticas podem ser combinadas.
A radioterapia é freqüentemente utilizada em conjunto com a cirurgia. Há vários casos em que, ao invés de se fazer a cirurgia, a radioterapia é combinada com a quimioterapia.
A quimioterapia - tratamento com medicações que combatem os tumores - também é utilizada em conjunto com a cirurgia, seja para tornar os tumores menores, facilitando a cirurgia, seja para ajudar a destruir as células cancerosas no local do tumor.
Uma outra alternativa é a terapia fotodinâmica, em que medicações são injetadas no corpo e, posteriormente, são ativadas com o uso do laser.
O médico decidirá o tratamento de acordo com o tipo celular do tumor, seu estágio e com as condições do paciente.
Como se previne?
A única maneira eficaz de prevenir é a cessação do fumo.
Uma pessoa que nunca fumou poderá, em algum momento da vida, desenvolver um tumor maligno do pulmão. Contudo, esta situação é bem menos freqüente.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Qual a prevalência de câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram?
O tabagismo passivo pode aumentar a chance de se desenvolver a doença?
Dentre os tumores não-pequenas células qual o mais freqüente?
O que é uma metástase?
O câncer de pulmão pode ser confundido com uma pneumonia na radiografia do tórax?
Por que motivo o câncer de pulmão pode levar à rouquidão?
A presença de derrame na pleura associado ao câncer de pulmão implica num pior prognóstico?

ANÁLISE DAS PRINCIPAIS TOPOGRAFIAS - MAMA

ANÁLISE DAS PRINCIPAIS TOPOGRAFIAS - MAMA
       O câncer de mama é mundialmente a causa mais comum de neoplasia maligna entre as mulheres. A incidência e a mortalidade por este tipo de câncer vem crescendo, principalmente em paises desenvolvidos, em parte devido a mudanças na distribuição por faixa etária nestas populações e, por outro lado, devido a um aumento real no risco de contrair a doença.
       Em geral a idade média de uma mulher com diagnóstico de câncer de mama é em torno de 60 anos, mas pode-se observar uma variação considerável em diferentes regiões. Dentre os casos diagnosticados, aproximadamente 50% sobrevivem por 5 anos com o tratamento apropriado, sendo que nas últimas décadas, tem sido observada em muitos paises uma melhoria considerável nesta sobrevida em 5 anos.
       Um fator determinante de prognóstico bastante importante é o estágio da doença ao diagnóstico e melhoras na razão de sobrevida são freqüentemente devidas ao diagnóstico em estágios iniciais, possibilitando maior eficácia ao tratamento realizado.
       Os fatores mais importantes para que se observem mudanças no estadiamento do câncer de mama numa população estão ligados ao conhecimento adequado da doença através de campanhas de informação e, embora controverso, o efeito através de programas de rastreamento.
       A análise dos dados disponíveis, tanto os de mortalidade, quanto aqueles referentes ao Registro Hospitalar de Câncer, evidenciam a importância do câncer de mama no Estado de São Paulo, especialmente no sexo feminino.
       Os dados de óbito referentes ao nosso Estado, no biênio 1.999-2.000, mostram que a mortalidade pelo câncer de mama atinge quase que exclusivamente as mulheres, responsáveis por 99,3% dos óbitos. Devido a este fato, os dados apresentados a seguir enfocarão apenas o sexo feminino.
       No período em questão foi de 17,1% a mortalidade proporcional por câncer de mama entre as mulheres, enquanto que as taxas, bruta e padronizada, de mortalidade, foram respectivamente de 14,4 e 12,4 por 100.000 mulheres.
       A distribuição destes óbitos segundo faixa etária pode ser vista no gráfico abaixo, onde observamos que a partir da faixa etária de 30 a 39 anos o câncer de mama mostra a sua importância enquanto causa de morte entre as mulheres.
Distribuição dos óbitos por neoplasias malignas de mama no sexo feminino segundo faixa etária. Estado de São Paulo, 1.999 - 2.000.
Fonte: FOSP/F.SEADE
       Durante os anos de 2.000 e 2.001, foram registrados 6.766 casos novos de câncer de mama na base de dados estadual do RHC, dos quais 6.681 referentes ao sexo feminino, que serão objeto de análise a seguir.
       A análise destes 6.681 casos mostra que 93,9% dos registros eram referentes a mulheres residentes em nosso Estado, e que 69,3% das pacientes chegaram aos hospitais sem diagnóstico e tratamento, contra 30,7% que já chegaram com seu tumor diagnosticado, à espera de tratamento.
       A análise da variável idade da paciente mostra valores de 56, 49 e 55 anos, respectivamente para a média, moda e mediana.
       O gráfico apresentado a seguir distribui os casos novos de câncer de mama segundo faixa etária. À semelhança do observado na análise da mortalidade por câncer de mama nas mulheres, também aqui o grupo etário de 30 a 39 surge como a faixa inicial de importância para a ocorrência da doença.
Distribuição das neoplasias malignas de mama feminina segundo faixa etária. Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo,
2.000 - 2.001.
Fonte: FOSP
       O estadiamento clínico dos tumores é outra variável importante a ser considerada, sendo que a informação sobre estadiamento não foi registrada em apenas 3,3% dos casos. O gráfico seguinte distribui os tumores efetivamente estadiados segundo a Classificação TNM.
Distribuição das neoplasias malignas de mama feminina segundo estadiamento clínico. Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo,
2.000 - 2.001.
Fonte: FOSP
       Podemos observar que 60% dos tumores estão classificados em estádios O, I e II, contra 40% classificados em estádios III e IV.
       Do total de registros, houve confirmação microscópica dos tumores em 97,8% dos casos, sendo que o carcinoma infiltrativo de ductos foi a morfologia mais freqüente, responsável por 74,5% dos casos.
       A informação sobre o tratamento dos tumores não foi registrada em apenas 15 casos, ou 0,2% do total, enquanto que 6% dos pacientes não receberam qualquer tipo de tratamento. Dos casos que receberam tratamento, as modalidades mais freqüentes foram, pela ordem: cirurgia, radioterapia e quimioterapia associadas (23,1%), cirurgia isoladamente (16%), cirurgia e quimioterapia (14,5%) e quimioterapia de forma isolada, em 10,2% dos casos.

ANÁLISE DAS PRINCIPAIS TOPOGRAFIAS - PELE


ANÁLISE DAS PRINCIPAIS TOPOGRAFIAS - PELE
       O câncer de pele constitui-se no tipo de câncer mais freqüente, mas quando detectado precocemente, é o que apresenta maiores índices de cura. Estima-se que corresponde a cerca de 25% dos tumores malignos registrados no Brasil, ressaltando-se, porém, que há um considerável sub-registro de casos, principalmente para os tumores não melanoma.
       É um tipo de câncer comum na faixa etária acima de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros. Três formas de câncer de pele são as mais freqüentes: carcinoma basocelular, que representa cerca de 70% dos casos, carcinoma epidermóide ou espinocelular, representando 25% e melanoma, a forma mais grave, encontrada em cerca de 4% dos diagnósticos.
       Apesar da sua alta incidência, os tumores de pele têm pouca repercussão na mortalidade por câncer. Analisando-se o biênio 1.999-2.000, observamos que os tumores de pele não melanoma foram responsáveis por apenas 0,6% dos óbitos por câncer no Estado de São Paulo, enquanto os casos de melanoma responderam por 1% dos óbitos.
       Quando analisamos a distribuição dos óbitos segundo sexo, observamos predominância do sexo masculino, tanto nos óbitos por melanoma - 54,5% do total, quanto pelos tumores de pele não melanoma, que responderam por 59,9% do total.
       A mortalidade pelos tumores de pele atingiu preferentemente as pessoas mais idosas, pois os maiores de 60 anos representaram 75% dos óbitos por tumores não melanoma, e 53% dos casos de melanoma.
       Apesar da predominância dos grupos etários mais idosos em ambos os tipos de tumores de pele, os casos de óbito por melanoma atingem faixas mais jovens, quando comparados com os tumores não melanoma. De fato, a faixa etária de 30 a 39 anos foi responsável por 12,1% dos óbitos por melanoma.
       As taxas específicas de mortalidade (bruta e padronizada) por melanoma, para 100.000 habitantes, no biênio em questão, foram de 1,1 em ambos os casos para o sexo masculino, e de 0,9 e 0,7 para o sexo feminino.
       Quando a análise recai sobre os dados do Registro Hospitalar de Câncer, observamos que na base estadual de dados do RHC, referentes aos anos de 2.000 e 2.001, foram registrados 9.620 casos novos de câncer de pele, o que representa 18,9% do total dos casos do período, havendo discreta predominância do sexo feminino, com 50,6% dos casos, contra 49,4% referentes aos homens.
       Houve confirmação microscópica dos tumores em 98,4% dos casos, e os pacientes chegaram aos hospitais sem diagnóstico e tratamento em 90,8% dos registros, contra 9,2% que já chegaram diagnosticados, porém sem tratamento.
       Devido ao fato de apresentarem aspectos clínicos e epidemiológicos bastante diferentes entre si, os tumores de pele foram agrupados em 4 categorias distintas, de modo a respeitar estas diferenças. Os grupos definidos são: Carcinoma basocelular (CBC), Carcinoma espinocelular (CEC), Melanoma e Outros, representando este grupo o restante das morfologias dos tumores de pele.
       A distribuição dos casos segundo os grupos definidos pode ser vista no gráfico abaixo, onde se observa grande predomínio dos CBC, responsáveis por quase dois terços dos tumores.
Distribuição das neoplasias malignas de pele segundo agrupamento. Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo, 2.000 - 2.001.
Fonte: FOSP
       A análise da variável idade mostra, conforme o esperado, maior freqüência dos casos nos grupos etários mais idosos, fato que se observa em todos os agrupamentos definidos. A tabela a seguir apresenta os dados de média, moda e mediana de idade segundo agrupamento.
Média, moda e mediana de idade para os tumores de pele segundo agrupamento. Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo, 2.000 - 2.001.


Média Moda Mediana
 CBC 66 72 67
 CEC 69 78 71
 Melanoma 58 48 59
 Outros 61 68 66

Fonte: FOSP
       O tratamento dos tumores de pele foi predominantemente cirúrgico em 81,5% dos casos, seguindo-se a radioterapia com 7,3%.
       Analisando alguns dados específicos referentes aos casos de melanoma, que no período somaram 621 registros, nota-se predominância dos casos no sexo feminino, com 345 registros (55,6%), contra 276 no sexo masculino (44,4%). As topografias mais acometidas para estes tumores podem ser observadas no gráfico abaixo.
Distribuição dos casos de melanoma segundo topografias. Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo, 2.000 - 2.001.
Fonte: FOSP
       Quando a variável topografia é analisada em relação ao sexo, observamos que nos homens, existe predomínio dos tumores no tronco, enquanto que nas mulheres, a lesão se dá preferentemente em quadril/MMII, o que segue o padrão descrito internacionalmente.
       Outra variável importante a ser analisada é o estadiamento clínico dos tumores. Esta informação não foi registrada em 18% dos casos, e a distribuição dos estadiamentos efetivamente informados pode ser vista no gráfico abaixo.
Distribuição dos casos de melanoma segundo estadiamento clínico. Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo, 2.000 - 2.001.
Fonte: FOSP
       Conforme pode ser observado, os casos em estádios precoces (O, I e II) somam 56% dos registros, contra 44% dos casos estadiados como III e IV.
       A análise sobre o tipo de tratamento realizado nos pacientes portadores de melanoma mostra que esta informação não foi registrada em apenas 0,6% dos casos. Dentre os casos efetivamente tratados, as modalidades mais freqüentes foram: cirurgia isoladamente (74,7%), cirurgia associada com quimioterapia (6%) e quimioterapia como modalidade única, respondendo por 3,6% dos registros.

ANÁLISE DAS PRINCIPAIS TOPOGRAFIAS - BRÔNQUIOS/PULMÃO

ANÁLISE DAS PRINCIPAIS TOPOGRAFIAS - BRÔNQUIOS/PULMÃO
       Os tumores de brônquios e pulmão estão agrupados e recebem o código de topografia C34 da CID-O, sendo doravante denominados genericamente como câncer de pulmão.
       O câncer de pulmão constitui-se num problema internacional de saúde, principalmente por sua morbi-mortalidade, que vem crescendo nas ultimas décadas. No inicio do século XX era uma doença rara, mas atualmente é a principal causa de morte em muitos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, 28% das mortes por neoplasia maligna são causadas por câncer de pulmão, e no Brasil é a primeira causa de morte por câncer entre os homens e a segunda entre as mulheres.
       O diagnóstico do tumor em estágio inicial é crucial para garantir maior sucesso no tratamento, mas isto é difícil, uma vez que, na maioria dos casos, o aparecimento de sintomas significa que a doença está avançada.
       A faixa etária de maior incidência é a de 55 a 65 anos e, independentemente do tipo, o tabagismo é o principal fator de risco do câncer pulmonar, sendo responsável por 90% dos tumores. Também estão relacionados certos agentes químicos (arsênico, asbesto, berílio, cromo, dentre outros), fatores dietéticos (baixo consumo de frutas e verduras), doença pulmonar obstrutiva crônica, fatores genéticos e história familiar de câncer de pulmão.
       Estatísticas gerais mostram que a taxa de sobrevida em 5 anos para os casos localizados de câncer de pulmão é de aproximadamente 50%, mas que apenas cerca de 15% dos casos são diagnosticados em estágios iniciais. Alguns estudos indicam que quando diagnosticado num estádio inicial e é possível o tratamento cirúrgico, a taxa de sobrevida em 5 anos pode chegar a 85%, sendo que esta sobrevida cai drasticamente se atingidos outros órgãos: 20% nos casos de comprometimento regional e 2,2% quando há metástases à distância.
       No Estado de São Paulo, no biênio 1.999 - 2.000, a mortalidade proporcional por câncer de pulmão foi de 15,2 para o sexo masculino e de 7,8 para o feminino. A distribuição dos óbitos segundo sexo mostrou clara predominância do sexo masculino, que foi responsável por 70,5% do total dos óbitos, contra 29,5% referentes às mulheres.
       Também para o período em questão, as taxas de mortalidade bruta e padronizada foram, respectivamente, de 16,3 e 16,6 para 100.000 homens, e de 6,6 e 5,6 para 100.000 mulheres.
       Os óbitos predominaram nos pacientes mais idosos, pois a faixa etária acima de 60 anos foi responsável por 74,2% dos óbitos no sexo masculino, e por 68,6% no sexo feminino.
       Os casos novos de câncer de pulmão, armazenados na base estadual do RHC de São Paulo, somaram 2.981 registros em 2.000 e 2.001, tendo havido nítida predominância do sexo masculino, que foi responsável por 71,9% dos casos. Representaram 5,9% do total de casos novos de câncer registrados, sendo 8,6% no sexo masculino e 3,2% no feminino.
       Do total de casos, 93,8% são de pacientes residentes em nosso Estado, e 66,6% deles chegaram aos hospitais sem diagnóstico e tratamento, enquanto que 33,4% chegaram já com diagnóstico, porém sem tratamento.
       A análise da variável idade mostra predomínio dos casos nos pacientes mais idosos. Os valores de média, moda e mediana foram de, respectivamente, 64, 68 e 65 anos para os homens, e de 61, 65 e 62 anos para as mulheres. O gráfico apresentado mostra a distribuição dos casos segundo faixa etária e sexo.
Distribuição das neoplasias malignas de brônquios/pulmão segundo faixa etária e sexo. Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo,
2.000 - 2.001.
Fonte: FOSP
       Houve confirmação microscópica dos tumores em 94,9% dos registros, com destaque para os adenocarcinomas, com 28,1% do total e os carcinomas de células escamosas, somando 28,7%.
       Não houve registro sobre o estadiamento clínico dos tumores em 7,8% dos casos. No gráfico abaixo, que apresenta a distribuição dos tumores por estadiamento, podemos observar que o diagnóstico deste tipo de câncer se faz já em fase bastante avançada da doença, pois os estádios III e IV somaram 88% dos registros.
Distribuição das neoplasias malignas de brônquios/pulmão segundo estadiamento clínico. Registro Hospitalar de Câncer do Estado de São Paulo, 2.000 - 2.001.
Fonte: FOSP
       O diagnóstico em fases avançadas da doença torna os casos inoperáveis. De fato, ao analisarmos o tipo de tratamento realizado, a cirurgia, feita de modo isolado ou em combinação com outras modalidades, foi realizada em 19,9% dos pacientes. A quimioterapia, feita isoladamente, foi o tratamento mais freqüente, representando 41,6% do total.
       Merece ser destacado que em 24,4% dos casos não foi instituído nenhum tipo de tratamento, e deste total, em 45,1% dos casos o motivo foi o óbito do paciente.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Neuplasia Maligna

Câncer, uma doença misteriosa

cancer_medicoO câncer é a multiplicação descontrolada de células defeituosas ou atípicas, que escapam do controle do sistema imunológico humano por algum motivo até hoje desconhecido. Estas células se dividem rapidamente e tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, ou seja, acumulo de células cancerosas.

Uma célula normal pode sofrer alterações no DNA dos genes, assim dá-se a mutação genética. As células alteradas passam a receber instruções erradas para as suas atividades. Assim, as alterações podem ocorrer em genes especiais que a princípio são inativos em células normais.

Quando ativados, transformam-se em oncogenes, responsáveis pela malignação, ou seja, cancerização das células normais.

A formação do câncer em geral se dá de forma lenta, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa prolifere e dê origem a um tumor visível. Esse processo é composto por três estágios, ou seja:

-Estágio de iniciação, onde as células sofrem o efeito dos agentes cancerígenos que provocam modificações em alguns de seus genes;
-Estágio de promoção, nele as células geneticamente alteradas sofrem o efeito dos agentes cancerígenos, denominados como oncopromotores. A célula iniciada é transformada em célula maligna de forma lenta e gradual e;
-Estágio de progressão que se caracteriza pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas, neste estágio o câncer já se encontra instalado, evoluindo até o surgimento das primeiras manifestações clínicas da doença.


No Brasil, são mais de um milhão de novos casos desta temida doença por ano, sendo que inúmeros casos nem sequer são registrados.

Se somente a suspeita de câncer já provoca imensa ansiedade, o que dizer sobre a confirmação do diagnóstico que, infelizmente, muitas das vezes é transmitido por profissionais que não estão aptos para delicada tarefa, ou seja, informar o resultado do diagnóstico.
O diagnóstico do câncer tem o poder de mudar totalmente a vida do paciente. Algumas pessoas modificam completamente seus hábitos, passam a rever conceitos, valores, crenças, comportamentos e atitudes, promovendo assim, uma reviravolta em suas vidas.
Esta constatação é bastante sofrida, principalmente porque o paciente de câncer é estigmatizado e sente-se diferente.

Às vezes o mesmo tipo de câncer tem evolução, prognóstico, tempo e condições diferentes e para isso a ciência ainda não encontrou nenhuma explicação. Um prognóstico otimista não afasta a possibilidade de recidivas metástases, porém, de outro lado, um mau prognóstico não significa uma sentença de morte, constituindo este o grande mistério do câncer, para desespero dos médicos e pesquisadores.

O câncer é uma doença tão misteriosa que tem um grau de agressividade inversamente proporcional à idade de sua vítima.

Após o terremoto emocional que sofre uma vítima de câncer ao saber de seu diagnóstico, vem uma fase em que o paciente espera estar em um pesadelo e o que mais deseja é acordar. Neste período surge as crises existenciais e a depressão, da qual muitos só se recuperam após muito tempo e com ajuda de profissionais e de medicamentos. Tristeza, apatia, sensação de vazio e um sofrimento insuportável, sem qualquer causa aparente, a depressão pode ser considerada um efeito colateral da doença principal e afeta os pensamentos, sentimentos, saúde e até mesmo o comportamento do paciente de câncer.

Durante o período entre o diagnóstico e a retomada do cotidiano, existe tempo suficiente para pensar e analisar o sentido da vida que se viveu até então. A partir daí passa-se a observar e entender melhor o significado de coisas simples, valorizando-se prioritariamente os aspectos não materiais.

Existem exemplos de pacientes que, após um diagnóstico de câncer, consagram-se inteiramente a trabalhos sociais voluntários, onde ajudam pessoas carentes ou até mesmo realizando sonhos como conhecendo outros países, dedicando-se à música, às artes ou se voltam completamente para o lado religioso.

Felizmente, temos a disposição instituições, ONGs e grupos de apoio que ajudam o paciente de câncer, onde promovem reuniões de compartilhamento, palestras, eventos e atividades das mais diversas possíveis, visando aliviar a "síndrome do câncer", que acomete tanto seu pacientes quanto seus familiares.

Ter câncer, além de custar muito sofrimento, custa muito dinheiro. Sofrimento físico e psicológico, incertezas e ameaças, tratamentos bastante agressivos e muitas vezes mutilantes, medicamentos de uso contínuo e exames muito caros, além da ameaça da metástase para o resto da vida.

Não bastando tudo isso, o paciente tem ainda o pesado encargo de buscar e fazer valer os seus direitos, enfrentando todo tipo de empecilhos.

Diante de toda essa inesperada sobrecarga que adiciona à sua vida um custo emocional e financeiro, o paciente merece uma proteção especial do Estado.

Os documentos são muito importantes não só para os pacientes como também seus médicos e advogados. Laudos, radiografias, tomografias e exames, em alguns casos podem se constituir em documentos importantes para a comprovação da existência de uma situação garantidora de seus direitos.

Até mesmo um documento anterior a doença serve como referencial para que o médico tenha meios de estabelecer comparativos, avaliar a doença e diminuir as dúvidas.

Um aspecto muito importante é a prova dos direitos do paciente através de laudos e exames. Se uma pessoa contratar um plano de saúde ou seguro de vida e surgirem perguntas posteriores a respeito da existência de doenças preexistentes, um laudo ou exame poderá esclarecer a situação, evitando assim, maiores aborrecimentos.
{mospagebreak title=Aposentadoria}
Aposentadoria

A aposentadoria aos servidores públicos civis é o direito de receber proventos integrais, mesmo em caso de não ter o tempo completo de serviço, em razão de ter contraído uma das doenças graves especificadas no artigo 186, §1º da Lei nº 8.112/90, dentre elas a neoplasia maligna.

Mesmo atendendo a todas as exigências, muitas vezes são indeferidos pedidos de aposentadoria do servidor público ou a concessão da aposentadoria integral, no caso de servidor já aposentado com proventos proporcionais, por motivos óbvios, ou seja, diminuir gastos públicos.

O servidor público que tiver o seu pedido de aposentadoria indeferido não deve deixar de se consultar com um advogado especialista na matéria.

Nenhum médico pode afirmar com segurança como vai evoluir o câncer em determinado paciente, por mais capacitado que seja. O câncer é uma doença muito misteriosa, onde existem exemplos de pacientes que tiveram uma vida muito mais longa do que a esperada em razão da doença e de pessoas que estavam consideradas curadas e de repente vieram à óbito, contrariando todos os prognósticos.

Os servidores públicos militares são regidos por estatuto próprio, com algumas diferenças em relação ao regime jurídico dos servidores civis, porém também possuem o direito de aposentadoria por incapacidade definitiva em razão de doença grave, conforme nos ensina a Lei 6.880/80.

Em seu artigo 109, determina o afastamento, com qualquer tempo de serviço, do militar julgado definitivamente incapaz pelos motivos constantes no inciso V do referido artigo 108. No caso do servidor ser considerado incapaz, terá direito a um soldo correspondente ao grau hierárquico imediatamente superior ao que possuir ou que possuía na ativa.

Já o benefício por Previdência Social, tem direito o segurado que, após cumprir a carência exigida, esteja ou não recebendo auxílio-doença, for considerado incapaz para o trabalho.

A concessão da aposentadoria por invalidez independe de carência quando o segurado for acometido de alguma das doenças e afecções especificadas em lista elaborada pelos Ministério da Saúde, do Trabalho e da Previdência Social, de acordo com os critérios de estigma, deformação, mutilação, deficiência ou outro fator que lhe confira especificidade a gravidade que mereçam tratamento particularizado, como por exemplo o câncer.

As pessoas que tem este direito são as portadoras de doenças graves como por exemplo tuberculose ativa, neoplasia maligna, AIDS, entre outras.
{mospagebreak title=Cirurgia plastica}
Cirurgia plástica obrigatória em casos de câncer de mama

Em casos de câncer mamário, o paciente pode optar em fazer uma cirurgia de reconstituição mamária que é uma cirurgia reparadora da mama, amputada ou mutilada em decorrência de tratamento para retirada do tumor.

Mas por que fazer esta cirurgia?

Estudos revelam que a maioria das mulheres submetidas à mastectomia, total ou parcial, tinha uma sobrevida muito reduzida quando não reconstituída a mama. Antigamente, este tipo de cirurgia era considerada embelezadora e assim não era custeada pelos planos de saúde nem pelo SUS.

Em decorrência deste fato, grande percentual das mulheres de menor poder aquisitivo vivia menos em relação àquelas que dispunham de recursos para custear tal cirurgia.

Mulheres que tiveram a mama mutilada ou amputada, total ou parcialmente, em decorrência de técnica de tratamento de câncer tem direito a cirurgia reparadora da mama, onde a Lei 9.797/99 obriga a rede de unidades integrantes do Sistema Único de Saúde a realizar a cirurgia plástica reparadora da mama, utilizando todos os meios técnicos necessários, além de obrigar os planos de saúde, através de suas unidades conveniadas, a realizar a referida cirurgia.
{mospagebreak title=Planos de Saúde}
Planos e Seguros de Saúde

Perante os planos e seguros de saúde, a cobertura de câncer e AIDS é obrigatória, como também de todas as doenças listadas na Classificação Internacional de Doenças (CID) e dos problemas relacionados à saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS), nos limites do tipo de plano adquirido - ambulatorial, hospitalar etc.

O contrato do seguro de vida é regulado pelo Código Civil, podendo segurador e segurado estabelecerem livremente, na apólice, as condições, o prêmio e as coberturas objeto do ajuste.

A apólice é o documento que comprova o contrato de seguro, e, no caso de seguro de vida existe uma cláusula que cobre também invalidez permanente, podendo ser estabelecida como decorrente de acidente ou doença.
{mospagebreak title=Financiamento Imobiliário}
Financiamento Imobiliário

No caso de financiamento imobiliário, não é raro encontrar pessoas que, embora acometidas de doenças graves continuam pagando algo que não devem pelo desconhecimento dos seus direitos. Um dos exemplos é a invalidez permanente acarretada por acidentes ou moléstias graves, quando o paciente continua pagando as prestações do financiamento imobiliário embora tenha contratado um seguro para a quitação do saldo devedor do financiamento nesta hipótese.

O falta de informação e o desconhecimento de seus direitos faz com que as pessoas paguem pelo que não devem ou deixam de usufruir de seus direitos.
{mospagebreak title=Transporte público gratuito}
Transporte público gratuito

Muitas pessoas portadoras de neoplasia maligna desconhecem mas algumas cidades fornecem o transporte municipal gratuito como é o caso do município de São Paulo.

Para ser beneficiário do transporte gratuito em ônibus municipal em São Paulo, para portadores de neoplasia de mama, ossos e cartilagens, é necessário ir até a SPTRANS levando relatório médico, com CID; RG do paciente e do acompanhante e comprovante de residência.

No caso de Metro + Trólebus, é necessário ir até a Estação Marechal Deodoro do metrô - Loja do bilhete especial e levar RG do paciente e do acompanhante; comprovante de residência, laudo médico emitido por posto credenciado.
{mospagebreak title=Cuidados Paliativos}
Cuidados Paliativos

No Rio de Janeiro existe um centro de suporte que é voltado aos pacientes que necessitam de cuidados paliativos domiciliares, o CSTO (Centro de Suporte Terapêutico Oncológico) é a unidade assistencial responsável pelo atendimento aos pacientes do INCA que necessitam de cuidados paliativos, tendo como prioridade a assistência ao paciente em internação domiciliar.

Uma equipe de médicos, enfermeiras e assistentes sociais se programam para realizar três visitas de manhã e três visitas à tarde, de 2ª a 6ª feira aos pacientes em internação domiciliar. Porém estas visitas são feitas somente no Rio de Janeiro e municípios vizinhos à pacientes matriculados no CSTO.

Já nos cuidados paliativos hospitalares, quando o câncer se encontra num estágio tão avançado que os sintomas passam a ser prioridade pelas dores e por outros tipos de incômodos causados ao paciente, assim os cuidados paliativos visam o alívio e conforto espiritual, melhorando sua qualidade de vida.

No Brasil existe a Associação Brasileira de Cuidados Paliativos (ABCP) que foi fundada em 1997 e tem como objetivo fundamental promover os cuidados paliativos em doenças crônico-evolutivas, durante a fase de progressão e avançada, através da formação de profissionais de saúde.
{mospagebreak title=Medicamentos}
Medicamentos

Para pacientes que precisam tomar medicamentos importados, a Fundação Rubem Berta , em parceria com a Varig, presta um serviço de caráter humanitário na compra dos medicamentos não fabricados aqui em nosso país, sem qualquer ônus quanto aos serviços de compra e transporte, ficando somente o custo do medicamento ao solicitante.

Existem alguns medicamentos que podem ser adquiridos gratuitamente, como por exemplo o Volvadex e Tamoxifen, para isto é só se dirigir à Rua Martins Fontes, 208 - 1º andar - Sala 115 - São Paulo, de segunda à sexta-feira das 7h às 12h, com a receita em duas vias, formulário preenchido, carteirinha original do convênio, 2 xerox do RG e CPF, xerox do resultado dos exames que comprovem a necessidade dos medicamentos.
{mospagebreak title=Ostomizados}
Ostomizados

Uma pessoa ostomizada é aquela que necessita ser operada para construir um novo caminho para saída das fezes ou da urina para o exterior.

O câncer de intestino, em casos mais avançados, compromete o órgão de tal forma que pode ser necessário secioná-lo ou até mesmo amputar parte dele.

Quando secionado, é aberto um orifício no abdômen através do qual o paciente passa a expelir seus restos alimentares para uma bolsa coletora, até que o órgão se recupere totalmente.

Nos casos em que é retirada parte do intestino, abri-se um orifício no abdômen que será adaptado e conectado uma bolsa apropriada para coletar as fezes.

Este tipo de paciente sofre muito com tal situação, pois precisam de cuidados especiais, dieta alimentar especial, além de serem muitas vezes discriminados.

As bolsa coletoras são de uso permanente e custam muito caro, porém em alguns estados existem serviços que fornecem a bolsa gratuitamente e orientam sobre o uso correto.
{mospagebreak title=Direito ao silêncio}
Direito ao silêncio

Nas maiorias das cidades grandes existe uma forte poluição sonora. Bares, carros de som e etc muitas vezes ultrapassam o permitido na quantidade de decibéis, desta forma atrapalhando a todos.

Quem mais sofre com essa poluição são pacientes de doenças graves, principalmente o paciente de câncer, quando no período de recuperação de cirurgias e sessões de quimioterapia.

Assim todos devem respeitar esse direito e caso seja incomodado por barulhos que afastem sua tranqüilidade, existem órgãos ligados às prefeituras que fiscalizam esses abusos, informe-se sobre qual órgão é referente à sua cidade.
{mospagebreak title=Rodízio de automóveis}
Rodízio de automóveis

Em grandes cidades, onde o congestionamento de trânsito torna a vida da população caótica, existem os rodízios de trânsito criados para diminuir e facilitar o tráfego de automóveis.

Porém, pessoas deficientes, pacientes e seus condutores podem obter autorização para circulação dos veículos nos dias e horários proibidos, obedecendo os critérios fixados pelo DSV na cidade de São Paulo.

Para obter informações de como ter o veículo liberado do rodízio, entre no sitio http://www.cetsp.com.br/ e veja os documentos necessários e o formulário.

{mospagebreak title=Médico e Paciente}
Relação entre Médico e Paciente

O paciente de câncer é um ser fragilizado diante da falta de conhecimentos sobre sua enfermidade e da dificuldade de entender os termos médicos.

A relação entre médico e paciente, muitas vezes coloca o enfermo numa postura de inferioridade, não só pelo desconhecimento mas também pela dependência do saber de outrem, que apesar de ter o dever de informar muitas vezes não o faz claramente, por falta de paciência, de sensibilidade ou até mesmo pelo receio da reação do paciente.

Porém, o direito de saber não obriga o paciente a saber tudo sobre sua enfermidade, o paciente pode pedir ao médico que não lhe dê detalhes sobre o seu diagnóstico, a evolução de sua doença, etc.

Desta forma, é direito do paciente saber sobre sua enfermidade, porém só o que for de seu interesse e é dever do médico informar aos pacientes sobre sua doença.

O direito à informação não se restringe apenas à quantidade de informações mas sim a qualidade da informação, ou seja, o paciente de câncer não tem direito só de saber, se quiser, tudo sobre seu diagnóstico, tratamento, sobrevida, mas sim que as informações sejam transmitidas de forma mais adequada possível por profissionais capacitados, assim não afetando ainda mais seus estado psicológico.
{mospagebreak title=Tratamentos}
Tratamentos

O tratamento pode ser através de cirurgia, que na maioria dos casos exige internação hospitalar.

A cirurgia pode ser realizada com dois objetivos, extrair o tumor e/ou realizar biópsia e verificar se existem metástases, ou seja, células que saem do tumor principal e invadem outros órgãos.

O tratamento ambulatorial é realizado quando o médico responsável e o paciente decidem que o tratamento pode ser feito sem a necessidade de internação. Tanto a quimioterapia como a radioterapia podem ser feitas em ambulatório.
{mospagebreak title=Quimioterapia}
Quimioterapia

A quimioterapia é um tratamento que utiliza medicamentos para eliminar os tumores e metástases formados pelas células de câncer.

Quando o tumor é muito grande, por exemplo, e se encontra em uma região que não permite sua extração por cirurgia ou permite apenas a retirada de parte dele, pode ser utilizada a radioterapia conjuntamente com a quimioterapia, dependendo do que o médico decidir ser mais recomendável.

A quimioterapia pode servir inclusive para a diminuição do tumor e permitir que ele seja extraído através de cirurgia.

Uma situação em que a quimioterapia pode ser utilizada como tratamento preventivo é quando o tumor foi retirado na cirurgia, porém se o paciente fizer a quimioterapia evitará que as células tumorais migrem para outras regiões desenvolvendo novos tumores.

A aplicação da quimioterapia pode ser feita através de via endovenosa (na veia), via intramuscular (dentro do músculo), via subcutânea (região acima do músculo) e via oral (tomando comprimidos, cápsulas ou líqüidos pela boca).

Um efeito comum do uso de medicamentos quimioterápicos é a diminuição de glóbulos brancos e ou de glóbulos vermelhos e plaquetas. Quando o potencial deste efeito é muito grande, o médico poderá indicar uma medicação que ajude a restaurar esses componentes do sangue.

Alguns medicamentos quimioterápicos afetam o crescimento de cabelos, pelos do corpo e unhas, causando queda dos cabelos e pêlos e enfraquecimento das unhas, porém, muitas vezes, esses sintomas são temporários e se encerram ao término do tratamento.
{mospagebreak title=Radioterapia}
Radioterapia

A radioterapia é um tratamento que busca destruir as células do tumor através da irradiação de ondas de energia originadas de material radioativo, como por exemplo raios-x, cobalto, iodo radioativo entre outros.

São raios invisíveis, não exalam nenhum cheiro e são indolores durante sua aplicação. Um tratamento deste tipo deve ser somente por médicos especializados neste tipo de tratamento, em um ambulatório ou hospital equipado para isto.

Após o término do tratamento, o paciente ficará em um período de acompanhamento para que o médico responsável possa avaliar possíveis efeitos tardios de radiação e estabelecer tratamento adequado para eles.

A radioterapia possui alguns efeitos colaterais, sejam eles reações da pele como descamação seca ou úmida, sensação de cansaço e alterações do apetite. Existem três tipos de efeitos, ou seja:

Agudos: ocorrem durante o tratamento ou até 6 meses após o término, como náuseas, vômitos, febre, hemorragia, diarréia, dor local, queimaduras, cansaço, queda de cabelos e inflamações locais.

Sub agudos: persistem ou ocorrem após os seis meses do término do tratamento, como anemia, lesão de pele, maior tendência a pegar resfriados e outras infecções como, mucosites, alterações no paladar, anorexia, mal-estar geral, queda de pêlos do corpo, diarréia entre outras.

Tardios: pneumonia, retite, cistite e outras, dependendo do local irradiado.
{mospagebreak title=Hormonioterapia}

Hormonioterapia

Alguns tumores podem depender de hormônio para crescer, como são nos casos de próstata no homem ou de mama ou endométrio uterino na mulher. Desta forma, pode fazer parte do tratamento oncológico o bloqueio da produção de certos hormônios ou até mesmo utilizar-se de hormônios que antagonizem o hormônio que estimula o crescimento do tumor.

A hormonioterapia pode causar efeitos colaterais, assim, podendo surgir sinais de menopausa ou andropausa precoces, disfunções sexuais, ressecamento vaginal, ondas de calor.
{mospagebreak title=Tipos de câncer}
Principais tipos de câncer

Câncer de pulmão: é o que apresentou maior número de óbitos dentre as mortes por câncer no Brasil, em 1998.

O tabagismo é o principal fator de risco no caso de câncer no pulmão. O tabaco mata atualmente em todo o mundo cerca de três milhões de pessoas por ano. Desta forma, se o atual consumo do tabaco não for revertido, a Organização Mundial da Saúde estima que, a partir de 2020 a epidemia tabagística será responsável por dez milhões de mortes por ano.

Só no Brasil são 80 mil mortes por ano em razão de doenças provocadas pelo tabagismo.

Câncer de mama: é a primeira causa de óbito por câncer entre as mulheres, representando 15,75% das mortes por câncer. A mortalidade por câncer de mama tem aumentado significativamente nos últimos 20 anos. Entres os fatores de risco de câncer de mama, os que mais ocorrem são pela obesidade e a primeira gravidez em idade tardia.

Câncer de próstata: ocupa o 5º lugar entre as causas de óbito por câncer no mundo inteiro. O câncer de próstata teve um aumento de aproximadamente 139% nos últimos 20 anos.

Câncer de estômago: ao contrário dos casos de câncer de mama e próstata, a mortalidade em razão do câncer de estômago diminuiu nos últimos 20 anos, principalmente entre os homens.

Câncer de colo do útero: no Brasil, possui ainda as taxas de mortalidades alta, ao contrário dos países desenvolvidos, onde as taxas de mortalidade por essa doença vem caindo constantemente. A referida doença está entre as quatro primeiras entre as mulheres brasileiras, no caso de mortalidade.
{mospagebreak title=Direitos do paciente}
Direitos do paciente

-Não ser discriminado;

-Ser tratado com zelo por profissional capacitado;

-Não ser tratado com negligência, imprudência ou imperícia;

-Não ficar sem acompanhamento de um médico quando em estado grave;

-Receber de forma legível prescrições médicas, laudos e recomendações;

-Não receber tratamentos desnecessários ou proibidos por lei;

-Ser esclarecido sobre qualquer tipo de tratamento médico a que deva ser submetido;

-Decidir livremente sobre suas decisões sem autoritariedade do médico;

-Liberdade de decidir sobre a execução de práticas diagnósticas, salvo em casos de risco iminente de vida;

-Ser atendido em casos de urgência;

-Receber informações sobre diagnóstico, prognóstico, riscos e objetivos do tratamento, salvo se a informação lhe causar danos;

-Ter informações claras sobre a gravidade do diagnóstico, sem exageros e sem excessos nos procedimentos terapêuticos ou no número de consultas;

-Não ser abandonado pelo médico responsável a não ser que a relação entre o médico e o paciente prejudique a continuidade do tratamento;

-Não ser abandonado pelo médico por ser portador de moléstia crônica ou incurável;

-Ser examinado antes de qualquer tratamento;

-Ter respeitado o seu pudor;

-Ouvir a opinião de outros médicos;

-Ter acesso ao seu prontuário médico com explicações necessárias para seu compreendimento; entre muitos outros.

Assim sendo, todo paciente de câncer tem direito a dignidade no exercício de sua cidadania.


*veja em nosso sitio, no link de utilidades o Código de Ética do Médico na íntegra e saiba mais.

Dados do artigo 

Autor : Bueno e Costanze Advogados
Texto inserido no site em 11.11.2006
Informações Bibliográficas :
Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas ( ABNT ), este texto científico publicado em periódico eletrônico deve ser citado da seguinte forma :
Costanze, Bueno Advogados. ( Neoplasia maligna: câncer ). Bueno e Costanze Advogados, Guarulhos, 11.11.2006. Disponível em : . acesso em : ( data que acessou )

Agradecimentos

Quero agradeçer aos meus amigos , familiares, minha querida e amada mãe Dazinha, minha mãe neide, meu irmão jairo, meu pai Anilton, Aloizio, cesar, Meu padrastro guto, Minhas tias e tios e a todos que tem me acompanhado nessa luta, quero agradeçer  tambem nesse pequeno espaço agradeçer as minhas companhairas na luta contra o cançer : Claudia, antonieta, Veronica, Maria Flor, Luciene, Conceição, Vau, Maria, Marly, Adenildes, Eunice, Noelia, Neide, Nilza, Vera, Vilma, Aladis, Celeste, Itana, Rita, Dete, Isa, Maria jose, e a tantas outras que se encontram nessa luta encnsavel e que não desistam em momento algum, Quero agradeçer tambem ao Dr rodrigo cirugião, Dr Rodrigo anestesista, Dr Tanaca, Dr jose Dias, meus amigos maqueiros Roberto e carlos, minha fofa do lanchinho Joice, e minhas amadas amigas infermeiras que tem me encorajado e cuidado de mim com carinho são elas as feras: Renilda, Ana, Ana maria, Barbara, Maria Antonia,Jani, Mirtes, Ana Margarete, Deuse, Andreia, aos motoristas da ambulancia, e tambem em especial a todos os proficianais do Hospital Aristides maltes...