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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A todas as crianças e pacientes do HAM

Alagoinhas-BA 01 de Fevereiro de 2012
A todas as crianças e pacientes do HAM

Não são todos os dias que encontramos pessoas ao nosso redor que nos apoio e nos ame como somos, mas Deus sempre nos envia pequenos anjos que nos fazem grandes guerreiros, pessoas que nos trazem alegria e nos encorajam a continuar lutando, são essas pessoas que fazem parte de nosso dia a dia, amigos, família, médicos, enfermeiros, maqueiros, motoristas, guardas, crianças, jovens, idosos, namorado, mãe, pai, irmão, tios, vó...
É quando achamos que tudo chegou ao fim derepente encontramos nessas pessoas a alegria de viver e a vontade de se manter mais vivo a cada dia, apesar de todos os problemas a nossa volta podemos contar com a fé e o amor de Deus e o amor de pessoas que com suas historias mudam a nossa vida, esta sendo assim comigo e também pode ser com você que esta lendo estas humildes linhas neste exato momento e venho nesse exato momento também lhe encorajar a nunca desistir também de seus sonhos e de seu fôlego de vida.
Tenho encontrado em meu caminho pessoas que tem me levantado como se fosso com a palma da mão, no momento em que eu devia me abater eu sorrir e quando eu devia chorar e eu agradeci a Deus, e tenho a prendido que o câncer não mata ele ensina a viver, e fazermos de nos mais humilde, e grandes lutadores, pois na batalha da vida descobrimos o nosso semelhante que não é diferente de nos .
Venho através desse texto agradecer  a todos da secretaria de saúde , aos meus amigos maqueiros Roberto e Carlos as enfermeiras e a todos os médicos do Aristides maltes em especial ao Dr. Rodrigo cirurgião do tórax, ao Dr. Jose Dias e ao Dr. Rodrigo anestesista, aos demais funcionários que fazem parte do hospital Aristides Maltes, e a todas a s crianças e amigas e amigos que tem passado pela mesma batalha que eu estou passando e dizer que vamos vencer, agradecer a minha família e amigos, a todas pessoas que estão orando por mim independente de religião.
Que a paz do Senhor Jesus cristo estejam com todos

Barbara Daiane dos Reis Pimentel

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A felicidade é como o ciclo do mar.
Há dias em que a nossa vida transborda,
inundando-se da mais pura alegria.
Outros, ela esconde-se como as conchas
absorvidas pelas ondas. Mesmo que a
maré se modifique, na sua profundeza
continuam vivas as maiores belezas
e delícias da vida.
Bjo no ♥

sábado, 28 de janeiro de 2012

Orientações aos Pacientes em Tratamento

Cuidados Paliativos
Cientes de nossa limitação como profissionais da saúde, devemos deixar de pensar na finitude ou na doença crônica como um fracasso da medicina, visto ser o alívio da dor e do sofrimento uma das metas da medicina.
Nesta habilidade pressuposta da medicina estão inclusos os cuidados paliativos.
Como cuidados paliativos entendemos cuidados totais prestados ao paciente e à sua família, os quais se iniciam quando a terapêutica específica curativa deixa de ser o objetivo.
A terapêutica paliativa é voltada ao controle sintomático e preservação da qualidade de vida para o paciente, sem função curativa, prolongamento ou de abreviação da sobrevida.
A empatia, bom humor e compreensão são integrantes fundamentais da terapêutica. A abordagem é multidisciplinar, contando com médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e voluntários.

Tratamento Paliativo

Os procedimentos paliativos são variados. Alguns desses procedimentos (cirurgias, quimioterapia, radioterapia) podem ser pessoalmente inaceitáveis para alguns médicos por não apresentarem resultados reais. Alguns médicos não aceitam o procedimento pelo paciente estar com câncer e sem possibilidade de tratamento curativo. Nesses casos, o profissional deverá então encaminhar a outro médico que possa discutir as vantagens e desvantagens. Desse modo, o paciente poderá decidir por si próprio os rumos de seu tratamento. O paciente precisa ter certeza de que o médico e a família não irão abandoná-lo e que terão vontade e capacidade de enfrentar qualquer problema que venha a surgir. Muitos doentes de câncer tem uma variedade de problemas residuais que precisam ser resolvidos antes de poderem se permitir morrer em paz, inclusive problemas relativos aos entes queridos, que, em sua ausência, possam viver de maneira mais confortáveis. Mas o tratamento paliativo também tem seus limites. Para alguns pacientes, o tratamento é ineficaz e somente trará mais sofrimento ao doente. Por esse motivo, tudo deve ser analisado e discutido junto da família, mostrando os prós e contras. Os benefícios sempre devem ser maiores para o doente.

Importante

Para conviver com a doença, paciente e familiares podem lançar mão de certas estratégias positivas de convivência, tais como:
  • Participar no atendimento, aprendendo e executando certos procedimentos relacionados à doença.
  • Procurar informações relevantes a respeito do câncer e obter material adequado. Não acreditar em tudo que dizem por aí.
  • Estabelecer metas limitadas facilmente alcançáveis pelo paciente e família.
  • Estimular um ao outro a se abrirem e relatarem seus temores e preocupações a alguém da equipe de atendimento.

Em resumo:

Tratamento paliativo é instituído a pacientes sem possibilidade de cura com o objetivo de dar a este paciente, no tempo que ainda lhe resta, um digna, sociável, junto a sua família, sem dor, sem fome e com oportunidade de resolvem muitas pendências que lhes restaram em vida.
 
Tratamento da dor
A análise de pesquisas publicadas revelou que, em 70 a 90% dos doentes com câncer, a dor é o principal sintoma da doença.
Numerosos relatórios publicados indicam que a dor no câncer é muitas vezes tratada inadequadamente.
Uma série de estudos usando relatos verbais e escalas de mensuração da dor, indica que a mesma é de moderada a severa intensidade em 50% dos doentes e muito severa ou intolerável em 30% deles e que sua prevalência aumenta com o avanço da doença.

A dor no câncer

O doente com câncer pode ter dor por várias causas.
Em 78% dos casos é produzida pelo próprio câncer, por infiltração ou invasão tumoral direta primária ou por metástases. Em 19% é devida ao tratamento do câncer e em 3% por causas não relacionadas ao câncer ou seu tratamento.

Dor causada pelo câncer (78%)

  • Infiltração Óssea.
  • Compressão ou infiltração de nervos periféricos (SNP) -
  • Infiltração do neuro-eixo (SNC) -
  • Infiltração e oclusão de vasos sangüíneos e linfáticos
  • Obstrução de vísceras ocas ou de sistemas ductais de vísceras sólidas.
  • Infiltração de órgãos maciços como fígado, baço, pâncreas.
  • Necrose, infecção, inflamação e ulceração de membranas mucosas e outras estruturas nociceptivas.

Dor causada pelo tratamento do câncer ( 19%)

  • Dor pós-operatória
  • Dor pós-quimioterapia
  • Dor pós-radioterapia

Dor não Relacionada ao Câncer ou a seu Tratamento (3%)

Podem ser causadas por: osteomielite, cefaléia tensional, osteoartrite, osteoporose, neuropatia diabética, pós-alcoolismo, pós-hanseníase, protrusão discal, hérnia discal, síndrome pós-laminectomia, miofacial, etc., independentes da dor pelo câncer.

Apresentação clínica da dor

Dor nociceptiva

Resultado de estímulos de receptores somáticos (pele, músculos, ossos, ligamentos, articulação) ou de vísceras. Responde bem a todas formas de terapia analgésica.

Dor neuropática

Resultado de lesão ou alteração funcional do sistema somatosensorial (controlador dos estímulos externos ao corpo) periférico ou central. São lesões no sistema nervoso central ou periférico.

Dor idiopática

Não existe uma causa orgânica para explicá-la. Necessário avaliação psiquiátrica.

Avaliação da intensidade da dor

O uso de um instrumento para avaliação da intensidade da dor é fundamental para nortear o início do tratamento e sua eficácia. Os utilizados são aqueles que podem ser rapidamente e facilmente aplicável ao paciente.

As mais indicadas são:

  • Escala Numérica
  • Escala descritiva

Princípios Básicos para o Controle da Dor:

  • Boa comunicação entre equipe, paciente e família;
  • Avaliação multidisciplinar e multifatorial completa;
  • Tratamento precoce em todos os estágios da doença;
  • Paciente e família como unidade de cuidado;
  • Administração de analgésicos nas 24 horas;
  • Avaliação e seguimento contínuos;
  • Analgesia é a parte integrante do plano de assistência global do paciente oncológico.

Tratamento Farmacológico

A seleção do analgésico mais apropriado está baseada no tipo de severidade da dor, levando-se em consideração a combinação de drogas: analgésicos opióides, analgésicos não opióides e drogas adjuvantes.
Analgésicos não opiáceos são analgésicos comuns (anti-inflamatórios não esteróides – AINES, dipirona, paracetamol).
Opiáceos são drogas derivados do ópio (morfina, fentanil, metadona, etc.).
Drogas adjuvantes são os medicamentos que associados aos opiáceos ou opióides vão auxiliar no controle da dor. Dentre estes medicamentos estão:
  1. Antidepressivos tricíclicos
  2. Anticonvulsivantes
  3. Corticosteróides
  4. Bifosfonados (medicamentos que diminuem a reabsorção óssea)
O tratamento farmacológico vai depender da resposta e da adesão de cada paciente ao tratamento. As doses e medicamentos serão ajustadas conforme a necessidade e avaliação médica.

Efeitos colaterais dos opiáceos e opióides

1. Constipação intestinal é o efeito adverso mais comum. Deve ser tratado com laxantes, alimentação rica em fibras, hidratação, supositórios de glicerina, lavagens intestinais e em último caso esvaziamento da impactação fecal mecânica, realizado pelo médico.
2. Náuseas e Vômitos ocorrem em mais de 50% dos casos que recebem opióides para dores moderadas ou fortes.
3. Sonolência e confusão mental podem ocorrer inicialmente e regridem dentro de 3 a 5 dias. Não desaparecendo, deve-se reduzir a dose.
4. Depressão respiratória raramente ocorre com as doses usuais em pacientes tratados de forma adequada.
5. Efeitos menos freqüentes: surtos psicóticos, coceiras, espasmo brônquico. Dependência Física, Dependência Psicológica e Tolerância.
Constituem os principais mitos relacionados a utilização inadequada dos analgésicos opióides, tanto pelos profissionais de saúde quanto pelos pacientes e seus familiares.
Dependência Física aos opióides seria um estado de adaptação que é manifestado por uma síndrome de abstinência (náuseas, vômitos, agitação psicomotora, sudorese e diarréia) produzida pela interrupção abrupta de um opióide. Isso pode ser facilmente evitado com a diminuição gradativa de aproximadamente 20% da dose diária. Esse efeito não deve ser motivo de relutância do paciente quanto ao seu uso.
Dependência Psicológica caracterizada pela compulsão de usar os opióides para desfrutar de seus efeitos. Vários estudos mostram que isso é uma adição muito rara. Para se ter uma idéia: de 12.000 paciente pesquisados, somente 4 desenvolveram um grau de dependência.
Tolerância é um fenômeno fisiológico normal relacionado a utilização crônica dos opióides, onde o aumento pode ser necessário para produzir o mesmo efeito analgésico. Pacientes com câncer desenvolvem muito pouco o fenômeno de tolerância.
 
Orientações sobre pós operatório
Orientações gerais básicas do pós operatório em cuidado domiciliar.

1. Manter a ferida operatória sempre limpa e protegida de secreções, animais, poeira, água suja e demais substâncias não conhecidas que podem levar a infecção do local.
2. Curativo deve sempre ser feito após o banho. No banho, lavar a ferida operatória com água corrente e sabonete, com leve fricção sobre a ferida. O curativo deve ser feito com soro fisiológico (limpando levemente a ferida com gaze umedecida em soro fisiológico) e depois cobrir com gaze seca e limpa. Não aplicar pomadas ou outras substâncias, somente se orientação do seu médico. OBS: Não devem ser molhados os curativos com gesso e os curativos pós enxerto de pele (aquele curativo tipo “pacotinho”). Estes permanecerão fechados até o retorno.
3.Esforços devem ser evitados por aproximadamente 90 dias, pois este é o tempo, em geral, para uma cicatriz cirurgia reparar totalmente.
4.Não é necessário tomar antibióticos. Tomar somente se tiver orientação do médico que realizou a cirurgia.
5.Medicamentos para a dor leve serão prescritos. Caso tiver dor mais intensa, seu médico deve ser comunicado imediatamente.
6. Em caso de febre, procurar o médico para uma avaliação. Não tomar antibióticos enquanto não for avaliado pelo seu médico.
7. Os pontos vão ser retirados em um período de 7 a 12 dias, dependendo do local operado. Essa retirada de pontos será realizada no retorno pós-operatório, previamente agendado. Caso isto não tenha se realizado, entrar em contato para marcar uma consulta. Não retirar os pontos em outro local, somente no designado pelo seu médico, pois ele vai avaliar a necessidade de retirada ou não dos pontos.
8. Secreção, inflamação e demais alterações: deve-se procurar seu médico para uma avaliação.
   
Orientações para quimioterapia

Sintomas que merecem cuidados imediatos

Caso o paciente apresente algum sintoma novo que o incomode ou ainda um dos sintomas relacionados abaixo, deve procurar orientação médica, o mais rápido possível.
  • Febre (temperatura igual ou maior que 38 graus). 
  • Falta de ar ou dificuldade respiratória. 
  • Dificuldade de controlar a urina. 
  • Dificuldade na visão (dupla ou borrada).
  • Dor de localização ou intensidade anormal.
  • Sangramento de qualquer região, que persista por tempo mais prolongado.

Alimentação

Não há necessidade de grandes modificações na alimentação. No entanto, o paciente deve incluir nas refeições diárias frutas, verduras, cereais, carnes, a fim de obter todos os nutrientes de que o organismo precisa. É importante que o paciente esteja sempre bem alimentado para ter melhores condições de reagir aos efeitos colaterais e também para estar menos predisposto a infecções.

Bebidas alcoólicas

Devem ser evitadas já que o álcool pode interagir com os medicamentos utilizados no tratamento, podendo reduzir os efeitos esperados e aumentando efeitos colaterais.

Atividades físicas

Durante o período de tratamento não há contra-indicação à prática de exercícios físicos ou modalidades esportivas. Porém, o indivíduo pode ficar menos disposto. Por esta razão, o paciente deve estar atento para não forçar suas condições físicas.

Trabalho

A maioria dos pacientes pode e deve continuar trabalhando durante o tratamento. Não há indicação para que as atividades habituais sejam paralisadas, a menos que sejam bastante pesadas e exijam muita condição física. Na maioria das vezes, o paciente precisa apenas ajustar o dias das sessões e os dias em que os efeitos colaterais estejam mais fortes, para que possa entrar em acordo e ser dispensado do trabalho.

Relações sexuais

A quimioterapia, para muitos pacientes, provoca tensões físicas e emocionais que podem estar ligadas não só aos efeitos colaterais como também às mudanças no ritmo de vida, alimentação e trabalho, além de ansiedades em relação à saúde, à família. Todos esses aspectos juntos podem contribuir para que haja uma diminuição no interesse sexual.
No entanto, é importante que o paciente saiba que a quimioterapia não o impede de manter relações sexuais normalmente.

Ciclo menstrual

As drogas utilizadas na quimioterapia podem reduzir temporariamente a produção de hormônios, provocando em algumas mulheres alteração do ciclo menstrual. A quantidade de sangramento pode ser alterada e, às vezes, pode ocorrer interrupção completa da menstruação. Geralmente após o término do tratamento, o ciclo menstrual vai voltando ao seu funcionamento normal.

Gravidez

Durante o período de quimioterapia a gravidez deve ser evitada, já que as drogas usadas podem causar riscos na formação do bebê. É importante pedir orientação ao médico sobre o melhor método de anticoncepção a ser usado durante o tratamento.

Uso de outros medicamentos

Alguns medicamentos, mesmo os homeopáticos e "naturais", podem interferir no tratamento quimioterápico. Por isso, o médico deve ser sempre consultado antes de o paciente fazer uso de qualquer medicamento.

Efeitos indesejados da quimioterapia

Náuseas e Vômitos

As drogas quimioterápicas geralmente causam irritação nas paredes do estômago e intestino provocando enjôos e vômitos. Esses sintomas ocorrem principalmente no dia da infusão, podendo se prolongar por até 4 dias. Algumas mudanças nos hábitos alimentares auxiliam o paciente no combate desses sintomas, tais como:
  • preferir alimentos com rápida digestão
  • não encher o estômago de uma só vez, preferindo fazer várias alimentações ao dia, em pequenas quantidades
  • evitar alimentos gordurosos e frituras
  • comer devagar, mastigando bem os alimentos
  • preferir alimentos frios ou em temperatura ambiente
  • evitar odores fortes
  • procurar não exercer atividades que exijam esforço físico
  • procurar vestir roupas leves.

Feridas na boca

Alguns quimioterápicos podem provocar aparecimento de aftas, irritação nas gengivas, na garganta e até feridas na boca. Isso pode causar muita dor e ainda dificultar a alimentação. Algumas medidas podem ser seguidas nestes casos:
  • manter a boca sempre limpa, escovando os dentes com maior freqüência
  • evitar ingerir alimentos duros, quentes, ácidos e condimentados
  • procurar usar cremes dentais mais suaves, fazendo bochechos quando necessário com produtos indicados pelo médico
  • ingerir maior quantidade de líquidos (água, chás e sucos)

Febre

Alguns dias após a quimioterapia, há uma diminuição temporária das defesas do organismo, que fica predisposto a contrair mais facilmente infecções por vírus, bactérias e fungos. A febre é um sinal de alerta para a existência de infecções no organismo.
Nesta situação, o médico deve ser imediatamente avisado para que possa iniciar o tratamento adequado.

Diarréia

Algumas drogas quimioterápicas podem causar diarréia em maior ou menor intensidade, dependendo da reação do organismo. Se ela persistir por mais de 24 horas, o paciente deverá obter orientação médica. Nos casos menos intensos, algumas medidas podem ajudar:
  • procurar manter uma alimentação mais líquida (chás, água e sucos)
  • evitar tomar leite e derivados
  • procurar fazer pequenas refeições, evitando alimentos gordurosos e frituras.

Queda de cabelo

Algumas drogas quimioterápicas atingem o crescimento e a multiplicação das células que dão origem ao cabelo, podendo provocar a queda de cabelos de forma total ou parcial. Não se pode prever exatamente como e em que proporção os cabelos serão afetados. Porém é importante lembrar que a queda é geralmente temporária; o processo de nascimento do cabelo se reinicia logo após o término da quimioterapia, e em alguns casos, ainda durante a quimioterapia.

Alterações da pele e unhas

Dependendo do tipo de quimioterapia, o paciente pode apresentar alterações na pele como: vermelhidão, coceira, descamação, ressecamento e manchas. As unhas também podem apresentar escurecimento e rachaduras.
 
Orientações para radioterapia
Como qualquer tratamento, o uso da radioterapia pode apresentar riscos. As altas doses de radiação que destroem o tumor podem atingir também os tecidos normais, causando os efeitos colaterais.

Sintomas que merecem cuidados imediatos

Caso o paciente apresente algum sintoma novo que o incomode ou ainda um dos sintomas relacionados abaixo, deve procurar orientação médica, o mais rápido possível.
  • Febre (temperatura igual ou maior que 38 graus).
  • Falta de ar ou dificuldade respiratória.
  • Dificuldade de controlar a urina.
  • Dificuldade na visão (dupla ou borrada).
  • Dor de localização ou intensidade anormal.
  • Sangramento de qualquer região, que persista por tempo mais prolongado.

Feridas na boca

A irradiação de tumores de cabeça e pescoço pode provocar aparecimento de aftas, irritação nas gengivas, na garganta e até feridas na boca. Isso pode causar muita dor e ainda dificultar a alimentação. Algumas medidas podem ser seguidas nestes casos:
  • manter a boca sempre limpa, escovando os dentes com maior freqüência
  • evitar ingerir alimentos duros, quentes, ácidos e condimentados
  • procurar usar cremes dentais mais suaves, fazendo bochechos quando necessário com produtos indicados pelo médico
  • ingerir maior quantidade de líquidos (água, chás e sucos).

Queimaduras na pele

Podem ocorrer queimaduras na pele que recobre a área irradiada. Para diminuir os efeitos locais é ideal manter a pele bem hidratada e não utilizar substâncias que podem irritar ainda mais o local.

Diarréia

A irradiação de tumores localizados no abdome e na pelve pode causar diarréia em maior ou menor intensidade, dependendo da reação do organismo. Se ela persistir por mais de 24 horas, o paciente deverá obter orientação médica. Nos casos menos intensos, algumas medidas podem ajudar:
  • procurar manter uma alimentação mais líquida (chás, água e sucos)
  • evitar tomar leite e derivados
  • procurar fazer pequenas refeições, evitando alimentos gordurosos e frituras.

Dor para urinar

A irradiação de tumores localizados na pelve pode causar irritação na bexiga, provocando desconforto ou dor para urinar, e às vezes até sangramento. O paciente deve procurar orientação médica para controlar os sintomas e diminuir o risco de complicações.

Boca seca (xerostomia)

A irradiação em tumores de cabeça e pescoço pode causar irritação nas glândulas salivares, causando diminuição da salivação. Atualmente existem medicamentos que, aplicados concomitantemente à radioterapia, podem diminuir este efeito. Para controle dos sintomas, o paciente deve aumentar a ingesta de líquidos e ocasionalmente recorrer a produtos artificiais que imitam a saliva (saliva artificial).
Existem ainda os riscos de toxicidade tardia, geralmente decorrentes de alterações inflamatórias nos locais que receberam irradiação. O médico especialista em radioterapia deve esclarecer ao paciente os riscos e os sintomas possíveis, que dependem da dose utilizada e da área tratada, bem como da aparelhagem e tipo de energia utilizada.

Orientações práticas

Contato pessoal

Não há necessidade de mudanças nos hábitos diários ou nos contatos pessoais. Os pacientes em tratamento radioterápico não se tornam radioativos.

Alimentação

Não há necessidade de grandes modificações na alimentação. No entanto, o paciente deve incluir nas refeições diárias frutas, verduras, cereais, carnes para que possa obter todos os nutrientes de que o organismo precisa.

Cuidados com a pele

A pele que recebe a radioterapia deve ser bem cuidada pois fica mais sensível. Alguns detalhes são especialmente importantes:
  • Lavar a pele diariamente, com sabão neutro e água morna ou fria (nunca quente);
  • Usar roupas leves, de tecidos naturais (como algodão), folgadas;
  • Proteger a pele da exposição solar, de preferência cobrindo-a com roupas leves;
  • Evitar atritos na região como coçar, esfregar e utilizar jóias ou roupas justas;
  • Não aplicar compressas no local (quentes ou frias);
  • Não utilizar pomadas,cremes, hidratantes, desodorantes sem orientação médica.

Atividades físicas

Durante o período de tratamento não há contra-indicação à prática de exercícios físicos ou modalidades esportivas. Porém, é bastante comum que ocorra fadiga durante o tratamento.

Trabalho

A maioria dos pacientes pode e deve continuar trabalhando durante o tratamento. Não há contra-indicação, a menos que seja bastante pesado e exija muita condição física.

Relações sexuais

A radioterapia por si só não contra-indica a relação sexual. Mas deve-se lembrar que o desempenho sexual pode diminuir durante o tratamento devido ao efeitos colaterais, principalmente se for tratamento na pelve.

Gravidez

Durante o período de radioterapia a gravidez deve ser evitada já que a radiação utilizada causa riscos na formação do bebê. Procurar orientação do seu médico.

Uso de outros medicamentos

Alguns medicamentos, mesmo os homeopáticos e "naturais", podem interferir no tratamento radioterápico. Por isso, o médico deve ser sempre consultado antes de o paciente fazer uso de qualquer medicamento.

 http://www.itcancer.com.br/site/index.php/o-cancer
 

Cirurgia


Cirurgia
A cirurgia é a forma mais antiga de tratamento do câncer. Aproximadamente 60% dos pacientes de câncer serão submetidos à cirurgia isoladamente ou em combinação com outras terapias.
Há sete tipos de cirurgia de câncer:

Cirurgia preventiva

É usada para impedir o câncer de acontecer. Muitos cânceres de cólon podem ser prevenidos removendo pólipos pré-cancerosos antes de se tornarem malignos. Uma mulher com risco muito alto para câncer de mama pode decidir ter os seios removido em lugar de se preocupar em adquirir câncer de mama mais tarde.

Cirurgia diagnóstica

Também é conhecida como biópsia. Neste procedimento, o cirurgião remove alguns fragmentos ou o todo de um tumor para exame e determinar se o crescimento é canceroso. Uma biópsia pode ser feita dos seguintes modos:
  • Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF): uma agulha é inserida no tumor e este é aspirado para ser realizada uma inspeção no microscópio.
  • Incisional ou Biópsia Excisional: uma pequena incisão é feita na pele com anestesia local. O cirurgião remove um pedaço do tumor(incisional) ou o tumor inteiro (excisional) para exame adicional.

Cirurgia de estadiamento

É utilizada para determinar a extensão de um câncer. Isso auxilia no planejamento da melhor forma de tratamento.

Cirurgia curativa

Envolve remoção de um tumor canceroso localizado que não têm metástases para outras partes do corpo. Pode ser seguido de radioterapia ou quimioterapia para se certificar que todas as células cancerosas foram destruídas.

Cirurgia suportiva

É usada para dar suporte em outros tratamentos de câncer. Por exemplo, alguns dispositivos de quimioterapia requerem um portal (dispositivo) a ser inserido debaixo da pele.

Cirurgia restauradora

Devolve a aparência e função normal ou próximo ao normal após o tratamento de câncer . A cirurgia reconstrutiva mais comum busca a reconstrução da mama após uma mastectomia. Reconstrução facial e implantes testicular também são exemplos de cirurgia restauradora.

Cirurgia paliativa

Realizada para alívio da dor, fornecer via alimentar ou outras complicações que vêm com câncer avançado. Cirurgia paliativa pode melhorar a qualidade de vida, mas não é uma cura para o câncer.

Radioterapia


Radioterapia
Este tratamento usa doses grandes de raios de alta-energia ou partículas para destruir células cancerígenas em uma área alvo especificamente. A radiação danifica a estrutura química interna das células cancerígenas que as impedem multiplicar.
A radioterapia geralmente é usada em tumores sólidos localizados e em cânceres que afetam a circulação sangüínea, como leucemia e linfoma. Em torno de 50% dos pacientes com câncer sofrerão uma forma de radioterapia. Para alguns, será a única forma de tratamento que necessitarão. A radiação é freqüentemente usada em combinação com outros tratamentos. Usado antes ou durante outros procedimentos ( neoadjuvante ), a radiação reduz o tamanho do tumor para realizar uma cirurgia ou quimioterapia mais efetiva. Usado posteriormente ( tratamento adjuvante ) destrói qualquer célula de câncer que possa ter permanecido.
Há dois tipos básicos de radioterapia:
1 - Radiação com raios externos realizado por máquinas que administram uma dose alta de radiação diretamente em um local com câncer e uma quantia menor nos tecidos saudáveis às margens do tumor. Máquinas diferentes são usadas para tumores de vários tipos ou em locais diferentes no corpo. Máquinas utilizam a energia do material radioativo chamada cobalto-60 e outras máquinas utilizam a energia do Raio-X ou Feixe de elétrons.
2 – Braquiterapia ou radioterapia de contato que envolve material radioativo que é implantado no corpo no local com o câncer. Implantes de radiação são tubos pequenos contendo sementes ou cápsulas de tipos diferentes de material radioativo (tudo lacrado).

Efeitos colaterais da Radioterapia:

Normalmente os efeitos colaterais são limitados ao local de irradiação, embora muitos pacientes experimentarão fadiga generalizada. Células normais que podem ser afetadas através da radioterapia que normalmente vão ser reparadas. Pacientes onde a área receptora de irradiação é no abdômen podem ter náuseas, enquanto a radiação na pélvis pode levar a diarréia. Lesão esfoliativa, mudança de cor e aumento da sensibilidade podem ocorrer na pele na área atingida pelos raios. Estes efeitos normalmente diminuem depois de várias semanas após o término do tratamento. Perda de pêlos no local de irradiação às vezes pode ser permanente. Sempre alerte seu oncologista ou radioterapeuta sobre qualquer efeito colateral, não importa como eles apareçam.

Quimioterapia


Quimioterapia
Quimioterapia, também conhecida como terapia citotóxica, é o nome que se usa para designar os medicamentos utilizados para tratar o câncer.
Existem medicamentos aplicados via endovenosa, via oral, subcutâneo,intramuscular, intra-arterial e intracavitária.
A quimioterapia, em alguns casos, é utilizada como forma exclusiva de tratamento do câncer no caso de linfomas, leucemias e tumores germinativos. Ela é uma ferramenta muito útil contra o câncer. Para se obter maiores chancesde cura ao doente, deve ser utilizada, na maioria das vezes, associada com cirurgia e radioterapia.

Porque a quimioterapia causa muitos efeitos colaterais?

A quimioterapia causa diversos efeitos no nosso organismo, principalmente pelo fato de agirem de forma inespecífica, ou seja, são medicações feitas para destruir células que estão se dividindo, tanto as do câncer quanto as não-cancerosas. As nossas células que estão em constante divisão são as células do sistema digestivo, cabelo, pêlos entre outras. Por isso que ocorre diarréia, vômitos, mucosite, alopecia (perda de cabelos e pêlos) dentro outros sintomas desagradáveis.

Porque a quimioterapia é feita em ciclos?

Uma diferença entre as células do câncer e as normais nossas é que as células do câncer não tem capacidade de se regenerar como as nossas. Então, em cada sessão ou ciclo, é feita uma dose que seja tóxica para o câncer porém tolerada pelo nosso organismo. Geralmente depois de um período de 2 a 4 semanas, o nosso organismo se regenera e o câncer vai morrendo. A cada sessão o câncer vai diminuindo de tamanho. E os intervalos entre as aplicações permitem que as células “boas”se regenerem.

Porque fazer quimioterapia causa sofrimento?

São dois objetivos: o primeiro é a cura. Quando se detecta um câncer em estágio inicial, a quimioterapia realizada após a ressecção do câncer diminui a chance do câncer voltar, permitindo que o paciente tenha uma vida normal após o tratamento. O segundo é que mesmo em doenças incuráveis, a quimioterapia diminui os sintomas causados pelo câncer e retarda a evolução da doença.

Como fazer o tratamento de forma menos traumática?

Há diferenças de efeitos colaterais entre os pacientes que fazem quimioterapia. Por isso a importância de se avaliar cuidadosamente as funções orgânicas: hepática, cardíaca, renal, hematológica e endócrina. Isso é fundamental para que o tratamento seja tolerado, com mínimos efeitos colaterais. Os efeitos da quimioterapia são todos conhecidos e, na maioria das vezes, podem ser prevenidos ou amenizados graças aos recursos que disponibilizamos atualmente (analgésicos, anti-emético, ansiolíticos, etc.).

O Que é Terapia Alvo Molecular?

Algumas medicações recentemente criadas agem quase que exclusivamente nas células do câncer, não apresentando os clássicos efeitos colaterais da quimioterapia e se mostrando bastante efetivas. Isso se deve ao fato da descoberta de elementos específicos das células cancerígenas. Esses elementos são os responsáveis por promover funções importantes como a formação de vasos sangüíneos, fatores de crescimento, fatores que promovem a resistência das células cancerosas à quimioterapia, entre outras funções relacionadas à proliferação e à resistência do câncer. O entendimento dessas estruturas permitiu a produção de anticorpos contra elas mesmas.
Com isso, a terapia alvo molecular, que está em progressivo desenvolvimento, é uma excelente arma contra o câncer.
Vale ressaltar que a terapia alvo molecular vem acrescentando aotratamento padrão melhores chances de cura aos pacientes, porém não o substitui.

HORMONIOTERAPIA

Alguns tipos de cânceres como o de mama e o de próstata, têm seu crescimento e proliferação dependentes de hormônios que são produzidos normalmente em nosso organismo. Uma forma de combater a doença é bloquear o hormônio ou impedir sua produção. A utilização de medicamentos com esse fim é chamada de Hormonioterapia.
 

Câncer de pulmão Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Câncer de pulmão (português brasileiro) ou cancro do pulmão (português europeu) é a expansão e transformação maligna do tecido pulmonar. É o tipo mais letal de câncer/cancro no mundo todo, responsável por 1,2 milhões de mortes anualmente. É causado principalmente pelo hábito de fumar cigarro, e afeta homens predominantemente, mas o número de câncer de pulmão em mulheres vem aumentando em decorrência do aumento do tabagismo.[1] Entretanto, algumas pessoas que nunca fumaram sofrem de câncer de pulmão.
Pesquisas atuais indicam que o fator com o maior impacto no risco de se ter um câncer de pulmão é a exposição a longo prazo de carcinógenos. O termo carcinógeno refere-se a qualquer forma de substância ou radiação que é um agente que promove ou tem envolvimento directo com a facilitação do câncer ou instabilidade genômica devido à destruição das mudanças metabólicas celulares. O meio mais comum de exposição aos carcinógenos é o tabagismo.
O tratamento dependem do tipo do câncer, o estágio ou estadio (grau de dispersão), entre outros fatores. Os tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia e terapia radioativa entre outros.

Índice

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[editar] Classificação

Frequência dos tipos histológicos de câncer de pulmão
Tipo histológico Frequência (%)
Carcinoma de não-pequenas células 80,4
Carcinoma de pequenas células 16,8
Carcinoma[2] 0,8
Sarcoma[3] 0,1
Câncer de pulmão não-especificado 1,9
Classificação histológica dos carcinomas brônquicos de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS):
  • Carcinoma de pequenas células
  • Carcinoma de não-pequenas células

[editar] Causas

As principais causas de câncer de pulmão incluem carcinógenos (como os presentes na fumaça do tabaco), radiação ionizante, Asbesto, infecção viral e material particulado. A exposição causa mudanças cumulativas no DNA do tecido que recobre os brônquios dos pulmões (o epitélio brônquico). Quanto mais o tecido é lesionado, maior a hipótese de desenvolvimento do câncer. Para piorar as substâncias do cigarro diminuem as respostas imunes deixando o organismo todo ainda mais vulnerável a doenças.[4]
De forma semelhante ao cigarro, a fumaça da maconha causa danos aos pulmões. Por possuir o dobro de hidrocarbonetos poliaromáticos e por geralmente envolver tragadas mais longas e profundas, o usuário de maconha fumada terminam com cinco vezes mais monóxido de carbono na corrente sanguínea do que os tabagistas. Como é fumada sem filtro, os danos causados aos pulmões equivalem ao dano causado por cerca de 20 cigarros. [5][6]
Quem não fuma mas convive com pessoas fumantes também corre o risco de desenvolver cânceres.

[editar] Tabagismo

A incidência do câncer de pulmão está altamente correlacionada com o tabagismo
O tabagismo, especialmente o de cigarros, é de longe o maior fator contribuinte para o câncer de pulmão.[7] Nos países desenvolvidos, quase 90% das mortes por câncer de pulmão são causadas pelo tabagismo. 1,4% das vítimas nunca fumaram, mas a maioria conviviam frequentemente com fumantes (geralmente em casa ou no trabalho), felizmente pessoas que nunca fumaram tem melhores respostas ao tratamento e maior taxa de sobrevivência [8].
Mulheres fumantes que fazem terapia hormonal tem um risco 60% maior de desenvolver câncer de pulmão do que as que não fazem. Além disso, também tem um risco aumentado para câncer de mama.[9]

[editar] Sinais e sintomas

Os sintomas que sugerem o câncer de pulmão incluem:
  • Falta de ar.
  • Tosse seguida de sangue.
  • Tosse crônica.
  • Chiado no peito.
  • Dor no peito ou no abdômen.
  • Dor na coluna vertebral (região dorsal).
  • Perda de peso, fadiga e perda de apetite.
  • Disfonia - disfonia representa qualquer dificuldade na emissão vocal que impeça a produção natural da voz.
  • Hipocratismo digital - é um sinal caracterizado pelo aumento das falanges distais dos dedos e unhas da mão que está associada a diversas doenças, a maioria cardíacas e pulmonares (incomum).
  • Dificuldade em engolir.
  • Febre.
  • Cor da pele torna a ser mais amarelada.
  • Queda de cabelos e pelos pubianos.
  • Microbolhas pela pele.
  • Unhas crescendo em deformação.
  • Cheiro do corpo diferente, principalmente atrás das orelhas.
Porém, muitas vezes o câncer é assintomático nas fases iniciais e os sintomas só começam a aparecer nas fases mais graves.

[editar] Prevenção

Como, segundo o INCA cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão são por causa do consumo de derivados do tabaco (geralmente cigarro), a principal forma de prevenção é nunca fumar e não ficar próximo a fumantes.[10]
Parar de fumar permite que o pulmão se regenere parcialmente, melhora a imunidade e melhora a saúde não só do fumante como de todos aqueles que vivem com ele. Diversos remédios psiquiátricos e psicoterapia podem ajudar nesse processo. [11]
No caso de ambientes contendo cancerígenos no ar, como fumaça e restos de minerais silicatos, máscaras apropriadas devem ser usadas.

[editar] Epidemiologia

Segundo a OMS 2008 houve 1,52 milhões de casos novos e 1,3 milhões de mortes por câncer de pulmão no mundo.
Câncer de pulmão é o tipo de câncer mais comum entre os homens (desconsiderando os cânceres de pele não-melanoma), representando 17% do total dos novos casos de câncer, sendo um pouco mais incomum nas mulheres (11% dos casos de câncer), e 23% do total de mortes por câncer no mundo.[12] A cada ano aumentam em 2% a quantidade de novos casos no mundo. É uma das poucas doenças que continuam mesmo com os altamente letais avanços contínuos dos tratamentos. No Brasil mata cerca de 15.000 pessoas por ano.[13]
Ao contrário do que acontece em países mais desenvolvidos, no Brasil o câncer de próstata (com 52 mil novos casos/ano) é mais comum que o câncer de pulmão (com 18 mil novos casos/ano) entre os homens, e o câncer de mama (com 49 mil novos casos/ano) é mais comum que o câncer de pulmão (com 10 mil novos casos/ano) entre as mulheres. [14]
A faixa etária mais afetada são idosos entre 60 e 80 anos. É 50% mais comum entre homens negros e 10-20% entre mulheres negras por causa do tipo de cigarro tradicionalmente fumado entre negros possuírem maior porcentagem de nicotina e alcatrão.[15]

[editar] Tratamento

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O risco de câncer é 5 vezes maior entre pessoas cujos pelo menos um dos pais morreram de câncer de pulmão mesmo que eles nunca tenham fumado.
O tratamento para o câncer de pulmão depende do tipo celular específico do câncer, o quanto ele se espalhou e o estado do paciente. Os principais tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Tumores restritos ao pulmão (estágio I ou II) devem ser operados e removidos e tem chance de cura entre 60 e 90%. Conforme ele se espalha pelo organismo passa a ser necessário uma associação de quimio e radioterapia, com eventual necessidade de intervenção cirúrgica, porém nesse estágio (estágio III) a chance de cura é reduzida a 30%. Quando o câncer se espalha para órgãos distantes (estágio IV) é altamente improvável a cura completa, mas ainda existem tratamentos paliativos que permitem o paciente viver mais alguns meses ou mesmo anos com boa qualidade de vida.[13]
Infelizmente cerca de 40% dos casos diagnosticados já se espalharam para regiões próximas e outros 40% já possuem metástases distantes, o que explica porque a taxa de sobrevida após 5 anos do diagnóstico estar apenas entre 10 e 15%. A sobrevida entre aqueles que apresentam poucos sintomas é duas vezes maior do que sintomas graves.[15]

Referências

  1. ↑ National Lung Cancer Partnership: Lung Cancer in American Women
  2. ↑ Morandi, U; Casali C, Rossi G. (2006). "Bronchial typical carcinoid tumors". Seminars in Thoracic and Cardiovascular Surgery 18 (3): 191–198. DOI:10.1053/j.semtcvs.2006.08.005. PMID 17185178.
  3. ↑ Etienne-Mastroianni, B; Falchero L, Chalabreysse L et al.. (December 2002). "Primary sarcomas of the lung: a clinicopathologic study of 12 cases". Lung Cancer 38 (3): 283–289. DOI:10.1016/S0169-5002(02)00303-3. PMID 12445750.
  4. ↑ Sopori, M (May 2002). "Effects of cigarette smoke on the immune system". Nature Reviews. Immunology 2 (5): 372–7. doi:10.1038/nri803. PMID 12033743.
  5. ↑ http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2286761-EI298,00.html
  6. ↑ http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u368157.shtml
  7. ↑ Biesalski, HK; Bueno de Mesquita B, Chesson A et al.. (1998). "European Consensus Statement on Lung Cancer: risk factors and prevention. Lung Cancer Panel". CA Cancer J Clin 48 (3): 167–176; discussion 164–166. DOI:10.3322/canjclin.48.3.167. PMID 9594919.
  8. ↑ Nordquist, LT; Simon GR, Cantor A et al. (August 2004). "Improved survival in never-smokers vs current smokers with primary adenocarcinoma of the lung". Chest (American College of Chest Physicians) 126 (2): 347–351. doi:10.1378/chest.126.2.347. PMID 15302716.
  9. ↑ Chlebowski RT et al (2009). "Non-small cell lung cancer and estrogen plus progestin use in postmenopausal women in the Women’s Health Initiative randomized clinical trial". Journal of Clinical Oncology 27 (155): CRA1500.
  10. ↑ http://www.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pulmao
  11. ↑ US Department of Health and Human Services (1990-09-30). "The Health Benefits of Smoking Cessation: a Report of the Surgeon General" (PDF). Centers for Disease Control (CDC), Office on Smoking and Health.. pp. vi, 130, 148, 152, 155, 164, 166. Retrieved 2007-11-18.
  12. ↑ Jemal, A; Bray, F, Center, MM, Ferlay, J, Ward, E, Forman, D (2011-02-04). "Global cancer statistics". CA: a cancer journal for clinicians 61 (2): 69–90. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.3322/caac.20107/full
  13. ↑ a b http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=340
  14. ↑ http://www.inca.gov.br/estimativa/2010/index.asp?link=conteudo_view.asp&ID=2
  15. ↑ a b http://euromedcateteres.com.br/pdf/05_CancerdePulmao.pdf
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