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sábado, 28 de janeiro de 2012

Câncer de pulmão Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Câncer de pulmão (português brasileiro) ou cancro do pulmão (português europeu) é a expansão e transformação maligna do tecido pulmonar. É o tipo mais letal de câncer/cancro no mundo todo, responsável por 1,2 milhões de mortes anualmente. É causado principalmente pelo hábito de fumar cigarro, e afeta homens predominantemente, mas o número de câncer de pulmão em mulheres vem aumentando em decorrência do aumento do tabagismo.[1] Entretanto, algumas pessoas que nunca fumaram sofrem de câncer de pulmão.
Pesquisas atuais indicam que o fator com o maior impacto no risco de se ter um câncer de pulmão é a exposição a longo prazo de carcinógenos. O termo carcinógeno refere-se a qualquer forma de substância ou radiação que é um agente que promove ou tem envolvimento directo com a facilitação do câncer ou instabilidade genômica devido à destruição das mudanças metabólicas celulares. O meio mais comum de exposição aos carcinógenos é o tabagismo.
O tratamento dependem do tipo do câncer, o estágio ou estadio (grau de dispersão), entre outros fatores. Os tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia e terapia radioativa entre outros.

Índice

 [esconder

[editar] Classificação

Frequência dos tipos histológicos de câncer de pulmão
Tipo histológico Frequência (%)
Carcinoma de não-pequenas células 80,4
Carcinoma de pequenas células 16,8
Carcinoma[2] 0,8
Sarcoma[3] 0,1
Câncer de pulmão não-especificado 1,9
Classificação histológica dos carcinomas brônquicos de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS):
  • Carcinoma de pequenas células
  • Carcinoma de não-pequenas células

[editar] Causas

As principais causas de câncer de pulmão incluem carcinógenos (como os presentes na fumaça do tabaco), radiação ionizante, Asbesto, infecção viral e material particulado. A exposição causa mudanças cumulativas no DNA do tecido que recobre os brônquios dos pulmões (o epitélio brônquico). Quanto mais o tecido é lesionado, maior a hipótese de desenvolvimento do câncer. Para piorar as substâncias do cigarro diminuem as respostas imunes deixando o organismo todo ainda mais vulnerável a doenças.[4]
De forma semelhante ao cigarro, a fumaça da maconha causa danos aos pulmões. Por possuir o dobro de hidrocarbonetos poliaromáticos e por geralmente envolver tragadas mais longas e profundas, o usuário de maconha fumada terminam com cinco vezes mais monóxido de carbono na corrente sanguínea do que os tabagistas. Como é fumada sem filtro, os danos causados aos pulmões equivalem ao dano causado por cerca de 20 cigarros. [5][6]
Quem não fuma mas convive com pessoas fumantes também corre o risco de desenvolver cânceres.

[editar] Tabagismo

A incidência do câncer de pulmão está altamente correlacionada com o tabagismo
O tabagismo, especialmente o de cigarros, é de longe o maior fator contribuinte para o câncer de pulmão.[7] Nos países desenvolvidos, quase 90% das mortes por câncer de pulmão são causadas pelo tabagismo. 1,4% das vítimas nunca fumaram, mas a maioria conviviam frequentemente com fumantes (geralmente em casa ou no trabalho), felizmente pessoas que nunca fumaram tem melhores respostas ao tratamento e maior taxa de sobrevivência [8].
Mulheres fumantes que fazem terapia hormonal tem um risco 60% maior de desenvolver câncer de pulmão do que as que não fazem. Além disso, também tem um risco aumentado para câncer de mama.[9]

[editar] Sinais e sintomas

Os sintomas que sugerem o câncer de pulmão incluem:
  • Falta de ar.
  • Tosse seguida de sangue.
  • Tosse crônica.
  • Chiado no peito.
  • Dor no peito ou no abdômen.
  • Dor na coluna vertebral (região dorsal).
  • Perda de peso, fadiga e perda de apetite.
  • Disfonia - disfonia representa qualquer dificuldade na emissão vocal que impeça a produção natural da voz.
  • Hipocratismo digital - é um sinal caracterizado pelo aumento das falanges distais dos dedos e unhas da mão que está associada a diversas doenças, a maioria cardíacas e pulmonares (incomum).
  • Dificuldade em engolir.
  • Febre.
  • Cor da pele torna a ser mais amarelada.
  • Queda de cabelos e pelos pubianos.
  • Microbolhas pela pele.
  • Unhas crescendo em deformação.
  • Cheiro do corpo diferente, principalmente atrás das orelhas.
Porém, muitas vezes o câncer é assintomático nas fases iniciais e os sintomas só começam a aparecer nas fases mais graves.

[editar] Prevenção

Como, segundo o INCA cerca de 90% dos casos de câncer de pulmão são por causa do consumo de derivados do tabaco (geralmente cigarro), a principal forma de prevenção é nunca fumar e não ficar próximo a fumantes.[10]
Parar de fumar permite que o pulmão se regenere parcialmente, melhora a imunidade e melhora a saúde não só do fumante como de todos aqueles que vivem com ele. Diversos remédios psiquiátricos e psicoterapia podem ajudar nesse processo. [11]
No caso de ambientes contendo cancerígenos no ar, como fumaça e restos de minerais silicatos, máscaras apropriadas devem ser usadas.

[editar] Epidemiologia

Segundo a OMS 2008 houve 1,52 milhões de casos novos e 1,3 milhões de mortes por câncer de pulmão no mundo.
Câncer de pulmão é o tipo de câncer mais comum entre os homens (desconsiderando os cânceres de pele não-melanoma), representando 17% do total dos novos casos de câncer, sendo um pouco mais incomum nas mulheres (11% dos casos de câncer), e 23% do total de mortes por câncer no mundo.[12] A cada ano aumentam em 2% a quantidade de novos casos no mundo. É uma das poucas doenças que continuam mesmo com os altamente letais avanços contínuos dos tratamentos. No Brasil mata cerca de 15.000 pessoas por ano.[13]
Ao contrário do que acontece em países mais desenvolvidos, no Brasil o câncer de próstata (com 52 mil novos casos/ano) é mais comum que o câncer de pulmão (com 18 mil novos casos/ano) entre os homens, e o câncer de mama (com 49 mil novos casos/ano) é mais comum que o câncer de pulmão (com 10 mil novos casos/ano) entre as mulheres. [14]
A faixa etária mais afetada são idosos entre 60 e 80 anos. É 50% mais comum entre homens negros e 10-20% entre mulheres negras por causa do tipo de cigarro tradicionalmente fumado entre negros possuírem maior porcentagem de nicotina e alcatrão.[15]

[editar] Tratamento

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Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

O risco de câncer é 5 vezes maior entre pessoas cujos pelo menos um dos pais morreram de câncer de pulmão mesmo que eles nunca tenham fumado.
O tratamento para o câncer de pulmão depende do tipo celular específico do câncer, o quanto ele se espalhou e o estado do paciente. Os principais tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Tumores restritos ao pulmão (estágio I ou II) devem ser operados e removidos e tem chance de cura entre 60 e 90%. Conforme ele se espalha pelo organismo passa a ser necessário uma associação de quimio e radioterapia, com eventual necessidade de intervenção cirúrgica, porém nesse estágio (estágio III) a chance de cura é reduzida a 30%. Quando o câncer se espalha para órgãos distantes (estágio IV) é altamente improvável a cura completa, mas ainda existem tratamentos paliativos que permitem o paciente viver mais alguns meses ou mesmo anos com boa qualidade de vida.[13]
Infelizmente cerca de 40% dos casos diagnosticados já se espalharam para regiões próximas e outros 40% já possuem metástases distantes, o que explica porque a taxa de sobrevida após 5 anos do diagnóstico estar apenas entre 10 e 15%. A sobrevida entre aqueles que apresentam poucos sintomas é duas vezes maior do que sintomas graves.[15]

Referências

  1. National Lung Cancer Partnership: Lung Cancer in American Women
  2. Morandi, U; Casali C, Rossi G. (2006). "Bronchial typical carcinoid tumors". Seminars in Thoracic and Cardiovascular Surgery 18 (3): 191–198. DOI:10.1053/j.semtcvs.2006.08.005. PMID 17185178.
  3. Etienne-Mastroianni, B; Falchero L, Chalabreysse L et al.. (December 2002). "Primary sarcomas of the lung: a clinicopathologic study of 12 cases". Lung Cancer 38 (3): 283–289. DOI:10.1016/S0169-5002(02)00303-3. PMID 12445750.
  4. Sopori, M (May 2002). "Effects of cigarette smoke on the immune system". Nature Reviews. Immunology 2 (5): 372–7. doi:10.1038/nri803. PMID 12033743.
  5. http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2286761-EI298,00.html
  6. http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u368157.shtml
  7. Biesalski, HK; Bueno de Mesquita B, Chesson A et al.. (1998). "European Consensus Statement on Lung Cancer: risk factors and prevention. Lung Cancer Panel". CA Cancer J Clin 48 (3): 167–176; discussion 164–166. DOI:10.3322/canjclin.48.3.167. PMID 9594919.
  8. Nordquist, LT; Simon GR, Cantor A et al. (August 2004). "Improved survival in never-smokers vs current smokers with primary adenocarcinoma of the lung". Chest (American College of Chest Physicians) 126 (2): 347–351. doi:10.1378/chest.126.2.347. PMID 15302716.
  9. Chlebowski RT et al (2009). "Non-small cell lung cancer and estrogen plus progestin use in postmenopausal women in the Women’s Health Initiative randomized clinical trial". Journal of Clinical Oncology 27 (155): CRA1500.
  10. http://www.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/pulmao
  11. US Department of Health and Human Services (1990-09-30). "The Health Benefits of Smoking Cessation: a Report of the Surgeon General" (PDF). Centers for Disease Control (CDC), Office on Smoking and Health.. pp. vi, 130, 148, 152, 155, 164, 166. Retrieved 2007-11-18.
  12. Jemal, A; Bray, F, Center, MM, Ferlay, J, Ward, E, Forman, D (2011-02-04). "Global cancer statistics". CA: a cancer journal for clinicians 61 (2): 69–90. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.3322/caac.20107/full
  13. a b http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=340
  14. http://www.inca.gov.br/estimativa/2010/index.asp?link=conteudo_view.asp&ID=2
  15. a b http://euromedcateteres.com.br/pdf/05_CancerdePulmao.pdf
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Estadiamento





Estadiamento A necessidade de se classificar os casos de câncer em estádios baseia-se na constatação de que as taxas de sobrevida são diferentes quando a doença está restrita ao órgão de origem ou quando ela se estende a outros órgãos.

Estadiar um caso de neoplasia maligna significa avaliar o seu grau de disseminação. Para tal, há regras internacionalmente estabelecidas, as quais estão em constante aperfeiçoamento.

O estádio de um tumor reflete não apenas a taxa de crescimento e a extensão da doença, mas também o tipo de tumor e sua relação com o hospedeiro.

A classificação das neoplasias malignas em grupos obedece a diferentes variáveis: localização, tamanho ou volume do tumor, invasão direta e linfática, metástases à distância, diagnóstico histopatológico, produção de substâncias, manifestações sistêmicas, duração dos sinais e sintomas, sexo e idade do paciente, etc.

Diversos sistemas de estadiamento poderiam ser concebidos, tendo por base uma ou mais das variáveis mencionadas.

O sistema de estadiamento mais utilizado é o preconizado pela União Internacional Contra o Câncer (UICC), denominado Sistema TNM de Classificação dos Tumores Malignos. Este sistema baseia-se na extensão anatômica da doença, levando em conta as características do tumor primário (T), as características dos linfonodos das cadeias de drenagem linfática do órgão em que o tumor se localiza (N), e a presença ou ausência de metástases à distância (M). Estes parâmetros recebem graduações, geralmente de T0 a T4, de N0 a N3 e de M0 a M1, respectivamente.

Além das graduações numéricas, as categorias T e N podem ser subclassificadas em graduações alfabéticas (a, b, c). Tanto as graduações numéricas como as alfabéticas expressam o nível de evolução do tumor e dos linfonodos comprometidos.
O símbolo "X" é utilizado quando uma categoria não pode ser devidamente avaliada.
Quando as categorias T, N e M são agrupadas em combinações pré-estabelecidas, ficam distribuídas em estádios que, geralmente, variam de I a IV. Estes estádios podem ser subclassificados em A e B, para expressar o nível de evolução da doença.
Entretanto, existem sistemas de classificação que utilizam algarismos romanos sem que estes resultem da combinação de valores de T, N e M, como ocorre no estadiamento da doença de Hodgkin e dos linfomas malignos. Estes também são subclassificados em A e B, significando, respectivamente, ausência ou presença de manifestações sistêmicas.
Grupos que se dedicam ao estudo de tumores específicos costumam desenvolver sistemas próprios de estadiamento, mesmo que o tumor já possua regras de classificação pela UICC. Isto não significa que os sistemas sejam incompatíveis, mas sim que se complementam. É o caso, por exemplo, dos sistemas de estadiamento que expressam a classificação do tumor através de letras maiúsculas (A, B, C, D), tal como ocorre no estadiamento dos tumores de próstata, bexiga e intestino. Outro exemplo se verifica com o estadiamento dos tumores ovarianos (UICC e FIGO - Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), atualmente compatibilizados.
O estadiamento pode ser clínico e patológico. O estadiamento clínico é estabelecido a partir dos dados do exame físico e dos exames complementares pertinentes ao caso. O estadiamento patológico baseia-se nos achados cirúrgicos e no exame anátomopatológico da peça operatória. É estabelecido após tratamento cirúrgico e determina a extensão da doença com maior precisão. O estadiamento patológico pode ou não coincidir com o estadiamento clínico e não é aplicável a todos os tumores.
Independentemente do tipo de sistema utilizado para a classificação anatômica do tumor, este deve ser classificado quanto ao grau de diferenciação histológica, que varia de Gx a G4. Por vezes a própria denominação patológica do tumor inclui a sua diferenciação - é o caso do adenocarcinoma gástrico classificado como "difuso de Lauren" (maldiferenciado) ou do "tipo intestinal de Lauren" (bem diferenciado).
Tendo em vista que um órgão pode apresentar vários tipos histológicos de tumor, é de se esperar que os sistemas de estadiamento variem com a classificação histopatológica do mesmo. Por exemplo, os sistemas de estadiamento do câncer gástrico da UICC e da SJCG só são aplicáveis ao adenocarcinoma de estômago.
O estadiamento implica que tumores com a mesma classificação histopatológica e extensão apresentam evolução clínica, resposta terapêutica e prognóstico semelhantes.
A determinação da extensão da doença e a identificação dos órgãos por ela envolvidos auxiliam nas seguintes etapas:
  a) obtenção de informações sobre o comportamento biológico do tumor;
b) seleção da terapêutica;
c) previsão das complicações;
d) obtenção de informações sobre o prognóstico do caso;
e) avaliação dos resultados do tratamento;
f) investigação em oncologia: pesquisa clínica, publicação de resultados e troca de informações.
 

Os parâmetros de estadiamento devem incluir os fatores relacionados ao tumor e ao hospedeiro, quais sejam:
  a) órgão e tecido de origem do tumor;
b) classificação histopatológica do tumor;
c) extensão do tumor primário: tamanho ou volume; invasão de tecidos adjacentes; comprometimento de nervos, vasos ou sistema linfático;
d) locais das metástases detectadas;
e) dosagem de marcadores tumorais;
f) estado funcional do paciente.
 
O conhecimento do diagnóstico histopatológico do tumor não é pré-requisito para seu estadiamento. Em consulta de primeira vez, suspeitado o diagnóstico de neoplasia maligna, o médico deve, a partir do conhecimento da história natural do tumor, identificar queixas e buscar sinais que se associam ao mesmo, procurando assim avaliar a extensão da doença.
As evidências clínico-diagnósticas podem sugerir forte suspeita de neoplasia maligna, sendo a confirmação histopatológica obtida no decorrer da avaliação clínica, ou após a mesma. Às vezes, o estadiamento só pode ser estabelecido através de procedimentos cirúrgico-terapêuticos, como, por exemplo, nos casos de tumor de ovário, no qual é indicada cirurgia para ressecção do tumor e inventário da cavidade abdominal.
Enfim, o estadiamento de uma neoplasia maligna requer, por parte do médico, conhecimentos básicos sobre o comportamento biológico do tumor que se estadia e sobre o sistema de estadiamento adotado.
A indicação terapêutica do câncer depende do estadiamento da doença. Assim é que um estadiamento bem conduzido leva a condutas terapêuticas corretamente aplicadas.

Cançer de mama


Câncer de Mama

Direitos do Paciente

Os portadores de qualquer tipo de câncer gozam de uma série de benefícios assegurados por lei, como saque integral do FGTS, auxílio-doença e isenção de IPVA, entre outros. Conheça-os É fundamental conhecer os direitos do paciente com...

Os portadores de qualquer tipo de câncer gozam de uma série de benefícios assegurados por lei, como saque integral do FGTS, auxílio-doença e isenção de IPVA, entre outros. Conheça-os
É fundamental conhecer os direitos do paciente com câncer porque eles podem amenizar algumas dificuldades, principalmente do ponto de vista financeiro, já que diversos cuidados essenciais ao longo do tratamento representam uma elevação dos gastos mensais e, consequentemente, uma redução do orçamento familiar.
A seguir, uma lista com a descrição dos principais direitos do cidadão com câncer.

DIREITOS DO PACIENTE

Amparo Assistencial ao Idoso e ao Deficiente (LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social):

Renda Mensal Vitalícia/Amparo Assistencial ao Deficiente/LOAS – Lei Orgânica de Assistência Social (Lei 8.742/93). É o benefício que garante um salário-mínimo mensal ao portador de câncer com deficiência física, incapacitado para o trabalho, ou ao idoso com idade mínima de 67 anos que não exerça atividade remunerada. É preciso comprovar a impossibilidade de garantir seu sustento e que sua família também não tem essa condição, bem como que o deficiente físico não está vinculado a nenhum regime de previdência social. É necessário, ainda, fazer um cálculo para verificar se a pessoa se caracteriza como beneficiário desse amparo assistencial. Quando a renda mensal familiar (de todos os familiares residentes no mesmo endereço), dividida pelo número de familiares, for inferior a um quarto (25%) do salário-mínimo, o benefício pode ser pleiteado.

Aposentadoria por invalidez:

de acordo com a Previdência Social, possui direito ao benefício o segurado que for considerado incapaz de trabalhar e não esteja sujeito à reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta o sustento, independentemente de estar recebendo ou não o auxílio-doença. Além de outros casos, o portador de câncer terá direito ao benefício, independentemente do pagamento de 12 contribuições, desde que tenha a qualidade de segurado, isto é, que seja inscrito no Regime Geral de Previdência Social (INSS). Não tem direito à aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar à Previdência Social, já tiver doença ou lesão que geraria o benefício, a não ser quando a incapacidade resultar no agravamento da enfermidade.

Auxílio-doença:

têm direito ao benefício mensal os pacientes inscritos no Regime Geral de Previdência Social (INSS), quando ficam temporariamente incapazes para o trabalho, condição que deve ser comprovada por exames realizados pela perícia médica do INSS. O portador de câncer tem direito ao auxílio-doença, desde que fique impossibilitado de trabalhar para seu sustento. No caso do contribuinte individual (empresário, profissionais liberais, trabalhadores por conta própria, entre outros), a Previdência paga todo o período da doença ou do acidente (desde que o trabalhador tenha requerido o benefício).

FGTS:

os pacientes com câncer podem sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Na fase sintomática da doença, o trabalhador cadastrado no FGTS que tiver neoplasia maligna (câncer) ou que tenha dependente portador de câncer poderá fazer esse saque. O valor recebido será o saldo de todas as contas pertencentes ao trabalhador, inclusive a conta do atual contrato de trabalho. No caso de motivo de incapacidade relacionado ao câncer, persistindo os sintomas da doença, o saque na conta poderá ser efetuado enquanto houver saldo, sempre que forem apresentados os documentos necessários. O paciente pode aproveite para requerer a liberação do PIS/PASEP juntamente com a liberação do FGTS. São basicamente os mesmos documentos e a solicitação é feita na mesma unidade da Caixa Econômica Federal (CEF).

Isenção de imposto de renda na aposentadoria:

os portadores de câncer (neoplasia maligna) estão isentos do Imposto de Renda relativo aos rendimentos de aposentadoria, reforma e pensão, inclusive as complementações (RIR/1999, art. 39, XXXIII; IN/SRF 15, de 2001, art. 5º, XII). Mesmo os rendimentos de aposentadoria ou pensão recebidos acumuladamente não sofrem tributação, ficando isenta a pessoa acometida de câncer que recebeu os referidos rendimentos (Lei 7.713, de 1988, art. 6º, inciso XIV). A isenção do Imposto de Renda aplica-se nos proventos de aposentadoria ou reforma aos portadores de doenças graves, mesmo quando a doença tenha sido identificada após a aposentadoria.

Isenção de impostos como ICMS, IPI e IPVA na compra de veículos adaptados:

os pacientes com câncer são isentos destes impostos quando apresentarem deficiência física (nos membros superiores ou inferiores), que o impeça de dirigir veículos comuns. Também podem pedir baixa de isenção para o IPVA.

PIS:

podem realizar saque do PIS, na Caixa Econômica Federal (CEF), o trabalhador cadastrado que tiver câncer ou pessoas cujo dependente seja portador da doença. O trabalhador receberá o saldo total de quotas e rendimentos.

Quitação do financiamento da casa própria:

pacientes com invalidez total e permanente por conta do câncer possuem direito à quitação, desde que estejam inaptos para o trabalho e que a doença tenha sido adquirida após a assinatura do contrato de compra do imóvel. Ao pagar as parcelas do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), o proprietário também paga um seguro que lhe garante a quitação do imóvel em caso de invalidez ou morte. Em caso de invalidez, o seguro quita o valor correspondente ao que o interessado se comprometeu a pagar por meio do financiamento. A instituição financeira que efetuou o financiamento do imóvel deverá encaminhar os documentos necessários à seguradora responsável pelo seguro. Trata-se de um seguro obrigatório pago juntamente com as parcelas de quitação, na aquisição da casa própria por meio de financiamento vinculado ao SFH, objetivando amenizar ou liquidar o saldo devedor do imóvel financiado nos casos de aposentadoria por invalidez ou morte do mutuário. A quitação do imóvel ocorrerá quando da morte do mutuário ou da aposentadoria por invalidez permanente, decorrentes de qualquer diagnóstico (inclusive câncer), sendo que o início da doença deverá ser posterior à assinatura do contrato para o financiamento.

Transporte coletivo gratuito:

alguns municípios dão direito à passagem livre nos transportes coletivos.
Para maiores informações acesse o site do: Inca.
Você pode também conhecer mais sobre os direitos do paciente no site do  Hospital A C Camargo.

Tratamentos

 

Câncer de Mama

Tratamentos

30 de setembro - 21h:36
Como existem diferentes tipos de câncer de mama, o seu médico, depois dos exames necessários, vai determinar o melhor tratamento para o tipo e estágio do tumor, o estado de saúde da paciente, a presença de receptores de hormônios e HER2. Veja alguns exemplos de tratamento.

Cirurgia

Quadrantectomia ou reparadora:

cirurgia que consiste em retirada parcial da mama. Todos estes casos devem ser complementados por radioterapia. Está indicada para pacientes com tumores em fase inicial e/ou mamas de volume adequado e que o resultado estético final seja satisfatório.

Mastectomia:

cirurgia que consiste na retirada total da mama. É indicada para pacientes que apresentem tumores avançados (lesões de grande tamanho ou com envolvimento da pele); pacientes que já foram submetidos a tratamento com radioterapia em região mamária ou torácica anteriormente; por opção da paciente como uma tentativa de evitar tratamento com radioterapia.

Radioterapia

Tratamento localizado que utiliza feixes de radiação ionizante, que visa destruir células tumorais e diminuir a chance da doença voltar no local operado. É indicada para pacientes com câncer de mama que fazem quadrantectomia ou mastectomia e que apresentem tumor com mais de 5 cm ou gânglios na axila comprometidos por células tumorais.

Quimioterapia

A quimioterapia consiste em uma forma de tratamento sistêmico, ou seja, para todo o corpo. São utilizados medicamentos de aplicação intravenosa, que matam as células cancerígenas. Este tratamento pode trazer efeitos colaterais como enjôo e queda de cabelo, mas variam muito de pessoa para pessoa. Nos últimos anos, com os avanços da medicina, a quimioterapia vem se tornando bem menos agressiva, diminuindo a incidência dos efeitos colaterais. A necessidade de quimioterapia será decidida pelo médico oncologista clínico, após o término do tratamento cirúrgico, e será baseado no tamanho do tumor, presença de gânglios axilares comprometidos, idade e condições clínicas gerais da paciente.

Hormonioterapia

Tratamento sistêmico, onde são utilizados medicamentos que visam inibir a atividade de hormônios que tenham influência no crescimento do tumor. É indicada somente nos casos em que o tumor for positivo para receptores hormonais. Esses receptores são identificados no laudo da biopsia.

Terapia-alvo

Tratamento específico para tumores HER2 positivos por meio de anticorpos monoclonais.

Diferentes tipos de Câncer de Mama

 

Câncer de Mama

Diferentes tipos de Câncer de Mama

30 de setembro - 21h:25
O câncer de mama pode se manifestar de diversas formas, e conhecer seus principais tipos ajuda a compreender melhor o que está acontecendo. O diagnóstico positivo é sempre uma notícia impactante, mas é importante estar bem informada para conversar com o oncologista sobre as opções de terapias disponíveis e mais apropriadas para o seu caso. Há os tumores mais e os menos agressivos, e os que crescem mais ou menos rápido, por exemplo. Uma série de características vai permitir ao médico indicar o tratamento mais adequado, aquele com maior chance de trazer a cura no menor tempo possível, minimizando os riscos de recaída. Muitas vezes, porém, a paciente não fica sabendo o que significam tantos termos técnicos e quais são suas implicações, o que tende a aumentar ainda mais sua angústia nesse momento tão delicado. Não deixe de conversar com o seu médico para acompanhar todos os passos do tratamento.

Ductal Ou Lobular


As primeiras informações sobre o tipo de tumor costumam vir no resultado da biópsia, que informa se o carcinoma (que é sinônimo para câncer de mama) é ductal ou lobular, classificação que diz respeito ao local da mama onde se originou o tumor.
As mamas são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários.
O tipo mais comum é chamado carcinoma ductal, porque se origina nas células dos ductos mamários. Já o carcinoma lobular, menos comum, tem origem nas células dos lóbulos mamários.

In Situe Invasor

Além de ser lobular ou ductal, o tumor poderá ser também in situ ou invasor. Essa classificação indica se ele está contido num ponto específico da mama ou se já começou a se espalhar pelo órgão. “O tumor é revestido por uma membrana”, explica o mastologista Pedro Aurélio Ormonde do Carmo, do Hospital Câncer III, do Instituto Nacional do Câncer – Inca. “Se essa membrana não foi rompida e as células tumorais estão contidas dentro do nódulo, temos um carcinoma in situ. Se elas já atravessaram essa membrana, falamos de carcinoma invasor”, esclarece. “Todo tumor in situ, se não for tratado, tende a evoluir para invasor”, completa o especialista. Por isso, a importância do diagnóstico precoce.
O câncer de mama pode ser ainda do tipo inflamatório, que é uma forma de apresentação incomum dos carcinomas invasores. “É um tipo mais agressivo, com mais risco de metástase”, afirma Ormonde do Carmo. O carcinoma inflamatório se diferencia dos demais pelo fato de deixar a mama inchada e avermelhada, podendo a pele adquirir o aspecto de casca de laranja. Isso acontece porque as células tumorais se disseminaram pelos vasos linfáticos da pele que recobre a mama.

Receptores Hormonais

Seja ductal ou lobular, in situ ou invasivo, todos os tumores de mama devem ser testados quanto à presença de receptores para os hormônios femininos estrógeno e progesterona. Receptores são proteínas localizadas na superfície externa da célula. No caso dos receptores hormonais, sua presença indica que o tecido tumoral se prolifera em resposta a esses hormônios. “Essa informação é muito importante para o tratamento”, afirma o especialista do Inca. “Os tumores que são positivos para receptores hormonais têm melhor prognóstico, ou seja, são mais fáceis de curar”, acrescenta.
O teste avalia a presença de cada receptor separadamente. Se o resultado for positivo para algum deles ou para ambos, a paciente passa a receber, além do tratamento convencional (quimio e radioterapia, por exemplo), a chamada hormonioterapia, que impede o acoplamento do hormônio com seu receptor, retardando o crescimento tumoral. Normalmente, a medicação leva a uma interrupção temporária dos ciclos menstruais.

HER2 Positivo

Tão indispensável quanto o exame para receptores hormonais é o teste para o receptor HER2, que também é uma proteína localizada na membrana das células. “Em até 25% dos casos de câncer de mama, essa proteína aparece em excesso, indicando que se trata de um tumor mais agressivo, ou seja, o risco de recaída, após o tratamento convencional, é bem maior”, explica o oncologista Aman U. Buzdar, oncologista do MD Anderson Cancer Center, da Universidade do Texas, que esteve em São Paulo em 2009 para um congresso organizado pelo Hospital A. C. Camargo.
Tal como os receptores hormonais, a positividade para HER2 implica no uso de uma medicação específica que se somará ao tratamento e cujo objetivo também é bloquear o receptor, diminuindo a velocidade de crescimento do tumor. Segundo Buzdar, nos casos em que a doença está em estágio inicial, o tratamento específico pode reduzir o risco de recorrência da doença em até 50%. “É importante que a paciente cobre do médico o teste de HER2”, completa o especialista.

Triplo Negativo

Um tumor de mama pode ser positivo para estrógeno, progesterona e HER2. Ou pode ser positivo apenas para um ou dois desses receptores. Ou pode, ainda, ser negativo para todos eles, o que os oncologistas chamam de tumor triplo negativo. “São tumores mais agressivos”, afirma Ormonde do Carmo. “Como não há um receptor para atacar com medicamentos específicos, o tratamento é mais difícil”, acrescenta. Por outro lado, essas pacientes respondem melhor à quimioterapia.

Sintomas

 

Câncer de Mama

Sintomas

30 de setembro - 21h:13
O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de um caroço. Nódulos que são indolores, duros e irregulares têm mais chances de ser malignos, mas há tumores que são macios e arredondados. Portanto, é importante ir ao médico. Outros sinais de câncer de mama incluem:
  • inchaço em parte do seio;
  • irritação da pele ou aparecimento de irregularidades, como covinhas ou franzidos, ou que fazem a pele se assemelhar à casca de uma laranja;
  • dor no mamilo ou inversão do mamilo (para dentro);
  • vermelhidão ou descamação do mamilo ou pele da mama;
  • saída de secreção (que não leite) pelo mamilo;
  • caroço nas axilas
 

Diagnóstico precoce

Câncer de Mama

Diagnóstico precoce

30 de setembro - 20h:54
O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo. Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%, segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama – Femama. Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama.
Se o diagnóstico precoce é a melhor estratégia, a principal arma para sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em todas as mulheres com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente.
A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

Autoexame

Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a ideia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.
O autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Ele é essencial para que a mulher conheça seu corpo, em especial sua mama, e possa perceber qualquer alteração. O autoexame pode ser feito visualmente e por meio da palpação, uma vez por mês, após o final da menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais, o ideal é definir uma data e fazê-lo uma vez ao mês, sempre no mesmo dia. Entretanto, ele não substitui a importância do exame clínico feito por um profissional da saúde por meio da palpação e, menos ainda, a mamografia.
É fundamental que, além do autoexame, todas as mulheres acima dos 40 anos façam seus exames de rotina, entre eles a mamografia. Só ela pode detectar precocemente um nódulo pequeno e aumentar muito as chances de cura.

Mamografia

A mamografia é um exame de raio-X, na qual a mama é comprimida entre duas placas de acrílico para melhor visualização. Em geral são feitas duas chapas de cada mama: uma de cima para baixo e uma de lado. Apesar da compressão da mama ser um pouco desagradável para algumas mulheres, é importante lembrar que ela não é perigosa para a mama. A dose de raios X utilizada nos aparelhos modernos é também muito baixa, e não deve servir de empecilho para a realização do exame.
Fundamental e insubstituível, a mamografia pode detectar nódulos de mama em seu estágio inicial, quando não são percebidos na palpação do autoexame feito pela mulher ou pelo profissional de saúde. Por serem pequenos, esses nódulos têm menor probabilidade de disseminação e mais chances de cura.
Por essa razão, as mulheres acima de 40 anos devem realizar a mamografia regularmente, em intervalos anuais. E, com a efetivação da Lei Federal nº 11.664/2008, em vigor a partir de 29 de abril de 2009, toda mulher brasileira tem direito a realizar pelo SUS sua mamografia anual a partir dessa idade.
Como todo exame médico, a mamografia está sujeita a deficiências. Acredita-se que cerca de 10% dos casos comprovados de câncer de mama não sejam detectados na mamografia, principalmente em mulheres jovens, que têm a mama densa. A ultrassonografia pode auxiliar no diagnóstico quando associada à mamografia e pode ser muito útil para detectar lesões duvidosas.

Detecção Precoce

 

Câncer de Mama

Detecção Precoce

22 de setembro - 23h:37
O câncer de mama é uma doença grave, mas que pode ser curada. Quanto mais cedo ele for detectado, mais fácil será curá-lo
Se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%. Quanto maior o tumor, menor a probabilidade de vencer a doença. A detecção precoce é, portanto, uma estratégia fundamental na luta contra o câncer de mama.
Se a detecção precoce é a melhor estratégia, a principal arma para sair vitoriosa dessa luta é a mamografia, realizada uma vez por ano em toda mulher com 40 anos ou mais. É a partir dessa idade que o risco da doença começa a aumentar significativamente.
A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

AUTOEXAME

Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a ideia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.
O autoexame continua sendo importante – mas de forma secundária. Quando o tumor atinge o tamanho suficiente para ser palpado, já não está mais no estágio inicial, e as chances de cura não são máximas.
Infelizmente, ainda há muita desinformação no Brasil. Uma pesquisa realizada em 2008 pelo Datafolha a pedido da Femama revelou que para 82% das mulheres o autoexame é a principal forma de diagnóstico precoce. Apenas 35% apontaram a mamografia.
A incidência do câncer de mama vem crescendo no mundo todo, mas, quando se trata do número de mortes causadas pela doença, as tendências variam. Em países desenvolvidos, a mortalidade vem caindo lentamente, ao passo que nos países em desenvolvimento, como o Brasil, registra-se um gradativo aumento.
Pelo menos parte dessa diferença se deve ao diagnóstico precoce, ainda precário no nosso país. Entre 1999 e 2003, quase metade dos casos de câncer de mama foram diagnosticados em estágios avançados, segundo estudo do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Especialistas estimam que mortalidade por câncer de mama em mulheres entre 50 e 69 anos poderia ser reduzida em um terço se todas as brasileiras fossem submetidas à mamografia uma vez por ano.

DIREITO DE TODAS

O Brasil é um país de desigualdades, que são ainda mais evidentes na assistência à saúde. O acesso à mamografia é um exemplo típico, infelizmente. O número de brasileiras que realizam o exame anualmente ainda é muito baixo. As que dispõem de planos de saúde privados têm mais facilidade, mas representam uma pequena parcela da população. A grande maioria depende do Sistema Único de Saúde, em que as dificuldades são bem conhecidas, havendo muitas diferenças de região para região.
Até recentemente, o Ministério da Saúde recomendava que a mamografia anual fosse realizada em mulheres pelo SUS a partir de 50 anos. Mas esse limite de idade mudou com a efetivação da Lei Federal nº 11.664/2008, em vigor a partir de 29 de abril de 2009, garantindo o benefício a partir dos 40 anos.
A Lei Federal nº 11.664/2008 foi uma conquista da Femama e representa um grande avanço na luta contra do câncer de mama. No entanto, ela precisa ser colocada em prática de norte a sul do País, e sem a pressão da sociedade isso pode levar muito tempo, pois são conhecidos os problemas de infraestrutura e de profissionais especializados para atender a essa demanda.

SELO DE QUALIDADE

Outro problema que prejudica a detecção precoce do câncer de mama é a má qualidade das mamografias feitas no País. Numa pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), 77% dos exames foram rejeitados por problemas técnicos relacionados à qualidade da imagem, ao posicionamento incorreto das pacientes e ao uso inadequado dos equipamentos. O resultado é, além de tumores que passam despercebidos e de biópsias desnecessárias, o grande número de mamografias que precisam ser refeitas.
Para combater o problema, o Colégio Brasileiro de Radiologia, em parceria com o Inca e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criou, em 2005, um programa de certificação de mamógrafos, que conta com o apoio da Femama e do Instituto Avon.
Os mamógrafos certificados contam com um selo de qualidade, mas eles ainda são minoria. Até o fim de 2008 eram pouco mais de 400, de um total de cerca de 2,4 mil em todo o País. É importante que tantos os médicos quanto as pacientes procurem saber se os mamógrafos dos serviços utilizados têm o selo de qualidade.
Vicky Emptage/Ilustration works/Corbis/Latin Stock

Diagnóstico positivo

 

Câncer de Mama

Diagnóstico positivo

22 de setembro - 23h:38
O câncer de mama pode se manifestar de diversas formas, e conhecer seus principais tipos ajuda a compreender os diferentes tratamentos prescritos pelos médicos. O diagnóstico positivo é sempre uma notícia impactante, mas é importante estar bem informada para conversar com o oncologista sobre as opções de terapias disponíveis e mais apropriadas para o seu caso
CARCINOMA DUCTAL E LOBULAR
As mamas são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. A principal classificação do câncer de mama diz respeito à estrutura em que se originou o tumor.
O tipo mais comum é chamado carcinoma ductal, porque se origina nas células dos ductos mamários. Ele pode ser in situ, quando se restringe às células desses ductos, ou invasor, quando se dissemina para os tecidos adjacentes. Já o carcinoma lobular, menos comum, tem origem nas células dos lóbulos mamários, e também pode ser in situ ou invasivo.
O carcinoma ductal ou o lobular in situ representam o estágio mais precoce do câncer de mama. Se não forem tratados, a tendência é evoluir para a forma invasora, disseminando-se para outras regiões da mama e, posteriormente, do corpo. Nessa fase, os tumores são muito pequenos (menores de 1 centímetro) para serem palpados, mas podem ser detectados na mamografia e curados em 95% dos casos.
TIPO INFLAMATÓRIO
O câncer de mama pode ser ainda do tipo inflamatório, que é uma forma de apresentação incomum dos carcinomas invasores. Ele costuma disseminar-se por toda a pele da mama, tornando-a avermelhada, quente e inchada devido à presença de células tumorais nos vasos linfáticos da pele.
Outros tipos de câncer de mama, bem mais raros, incluem a doença de Paget, que se inicia no mamilo; os linfomas, que acometem o sistema linfático da mama; e os sarcomas, que se originam no tecido conjuntivo (músculo ou gordura) da mama.
RECEPTORES HORMONAIS
Seja qual for o tipo, todos os tumores de mama devem ser testados quanto à presença de receptores para hormônios femininos (estrógeno e progesterona), que são proteínas localizadas na superfície externa da célula. Sua presença indica sensibilidade das células tumorais a esses hormônios. Trata-se de uma informação muito importante para definir que tipo de tratamento a paciente irá receber. Os tumores positivos para receptores hormonais geralmente crescem mais lentamente.
HER-2
Outro receptor cuja presença fará muita diferença no tratamento prescrito pelo médico é conhecido como HER-2. Trata-se de uma proteína, também situada na face externa da célula, que está presente em 25% dos casos de câncer de mama. Os tumores HER-2 positivos costumam ser mais agressivos, isto é, crescem e se disseminam mais rapidamente que outros tipos de câncer, e devem ser tratados com medicamentos específicos.
Imagem: Istockphoto

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Prevenção

Dicas para evitar o câncer
Tabagismo: pare de fumar agora.
Faça uma alimentação rica em legumes, frutas, verduras e cereais. Evite carnes e alimentos gordurosos.
Evite bebidas alcoólicas
Faça exercícios físicos regularmente
Para as mulheres realize o auto-exame da mama todos os meses. Mulheres acima de 35 anos ou com histórico de câncer de mama na familiar realizar a 1ª mamografia precocemente.
Mulheres: ir ao ginecologista a cada 6 meses realizar Papanicolau e exames de prevenção
Homens: realizar o controle da próstata a partir dos 40 anos.
Evitar exposições prolongadas ao Sol, evitar ainda o período das 10:00 às 16:00. Utilizar protetor solar diariamente.

Faça regularmente auto-exame na pele. Qualquer mancha de pigmentação escura, com coceira, sangramento, assimetria ou que perceba aumento de suas dimensões procurar um dermatologista
Consulte-se pelo menos uma vez ao ano com seu médico
 Todos os tipos de câncer são curáveis, e suas chances estão diretamente relacionadas ao diagnóstico mais precoce e um tratamento especializado.

O especialista em oncologia ortopédica tem formação em ortopedia, traumatologia e em oncologia ortopédica. Na oncologia ortopédica são abordadas llesões dos ossos e dos tecidos das partes moles (por exemplo, tumores dos músculos, tendões e subcutâneos). Essas lesões, de maneira geral podem ser classificadas como lesões pseudotumorais ("falsos tumores"), tumores benignos e tumores malignos (câncer ósseo, sarcomas de partes moles, metástases).

Denominamos câncer primário ósseo, o tumor maligno que se origina no osso. Este tipo de tumor é relativamente raro. Pode acometer pacientes em qualquer idade, mas é mais frequente nas crianças e adultos jovens. O crescimento deste tipo de tumor pode ocorrer em qualquer segmento ósseo, mas é mais frequente nos ossos longos dos membros superiores e inferiores. Existem diferentes tipos de cânceres ósseos. Os mais frequentes são: o osteossarcoma, o tumor de Ewing, o condrossarcoma e o mieloma múltiplo.

O desenvolvimento do câncer ósseo raramente está relacionado a fatores predisponentes, mas algumas lesões benignas (doença de Paget, osteocondromatose múltipla, osteomielite crônica) podem sofrer transformações e serem sítios de seus aparecimentos, assim como regiões que foram submetidas à radioterapia prévia. Não existem dados que relacionem o trauma prévio com o desenvolvimento destes tumores. Entretanto, o paciente muitas vezes observa a presença da tumoração, apenas após o trauma.
 
O osteossarcoma é o tumor primário ósseo mais frequente. Este tipo de tumor acomete principalmente crianças e adolescentes. As queixas mais frequentes dos pacientes, e que costumam motivar a consulta ao médico são: dor e/ou aumento de volume no local (nódulo, massa, tumor, caroço). Embora qualquer segmento ósseo possa ser acometido, as regiões mais frequentes são nos ossos ao redor do joelho (região distal do fêmur e proximal da tíbia) e do ombro (região proximal do úmero).

A suspeita inicial deste tipo de câncer é feita inicialmente pela história clínica e por alterações visualizadas nos exames de raios-X. A partir desta suspeita são solicitados exames complementares para melhor avaliação em relação à lesão local e de outros órgãos (ressonância nuclear magnética do segmento em estudo, tomografia de tórax, cintilografia óssea corpo total). Em seguida é programada uma biópsia do tumor, que preferencialmente deve ser realizada pela equipe que fará o tratamento, pois a cicatriz da biópsia faz parte do planejamento cirúrgico de ressecção do tumor, uma vez que é uma região considerada como área de contaminação por células tumorais. Após a confirmação do diagnóstico anatomopatológico realizada através da biópsia é iniciado o tratamento que consiste em quimioterapia antes da cirurgia, cirurgia e quimioterapia após a cirurgia.





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Por dentro dos exames Check-Up

Quais são os exames preventivos que homens e mulheres devem fazer? Em qual idade temos que nos preocupar com isso? O que devemos fazer e o que não devemos fazer com os exames?
Em geral, a partir dos 40 anos é recomendado um check-up anual para ver como está à saúde do coração, rins e sistema imunológico.  Porém, pessoas com histórico familiar positivo para diabetes, hipertensão ou doenças cardiovasculares, assim como câncer de intestino grosso ou de cólon, devem iniciar o check-up por volta dos 30 anos.
Exames de sangue, urina e de imagens são os principais aliados à saúde e com eles é possível retardar e até mesmo evitar complicações de doenças graves, como diabetes, infartos e infecções renais.
Sangue
No exame de sangue será investigada a glicemia, concentração de glicose no sangue; a hemoglobina glicada, para avaliar a porcentagem de hemoglobinas que ficaram ligadas ao açúcar; a insulina, hormônio que promove a entrada de glicose nas células e também desempenha papel importante no metabolismo de lipídeos e proteínas; e os níveis de gordura, colesterol HDL, conhecido como bom colesterol, LDL, o mau colesterol e o triglicérides, um tipo de gordura que pode ser produzida pelo organismo ou ingerida por meio dos alimentos.
Urina
A coleta da urina vai verificar o funcionamento dos rins. O objetivo desse exame é ver se o órgão está filtrando bem o sangue e também se o paciente não está com proteinúria, perda excessiva de proteínas através da urina; hematúria, presença de sangue na urina, ou infecção urinária. “Muitas vezes a infecção urinária é assintomática, quer dizer o paciente não sente dor, só que isso pode piorar o diabetes, assim como causar grandes transtornos quando a infecção urinária torna-se aguda”, explica o Dr. Sproesser.
Exames de imagem
Para ver o funcionamento do coração, um dos exames solicitados é Ecocardiograma. Ele investiga possíveis alterações ou problemas no músculo cardíaco como um prolapso da válvula mitral, uma alteração no coração, hipertrofia do miocárdio, aumento do tamanho do coração, entre outros. Segundo Dr. Sproesser, quem tem hipertrofia do miocárdio não pode fazer atividade física, por isso é muito importante fazer exames antes de iniciar atividade física, principalmente depois dos 40 anos de idade.
Já o Ultrassom abdominal vai mostrar a presença de cálculo renal ou cálculo na vesícula biliar. Neste segundo caso a presença pode ser um indício de colesterol muito elevado. “Cálculo na vesícula biliar é sinônimo de intervenção cirúrgica. Muitas vezes o paciente quer evitar o procedimento na esperança de que o cálculo se dissolva e, se isso não ocorrer, pode levar a uma pancreatite, que é a complicação mais comum do cálculo na vesícula”, ensina Dr. Sproesser.
Câncer
Pessoas que tiveram casos de câncer de intestino grosso ou de cólon na família, principalmente se o problema acometeu o pai ou a mãe, devem fazer colonoscopia a partir dos 40 anos. Isso porque, esse tipo de tumor é sabidamente genético e hereditário, o que aumenta muito a chance dos filhos desenvolverem o mesmo problema dos pais. De acordo com Sproesser, só esse exame é capaz de diagnosticar nódulos na região.
Nunca abra o seu  exame
A primeira coisa que os pacientes costumam fazer quando estão com os exames em mãos é ler os resultados. Porém, como a pessoa é leiga e não sabe interpretar os resultados esse hábito traz muita angustia e sofrimento. “O exame deve ser levado direto ao médico para que ele leia o resultado junto com o paciente e explique cada um dos resultados”, recomenda Dr. Sproesser.
Prevenção
Lembre-se que mudar o estilo de vida, fazer atividade física regularmente e ter uma dieta saudável rica em fibras, legumes e verduras são atitudes simples que podem evitar diabetes, colesterol alto, problemas cardíacos e até alguns tipos de câncer.

dr. antonio sproeseer

RECEITA DE BABOSA CONTRA O CÂNCER

A babosa, também conhecida como aloe, é rica em nutrientes, como lignina, saponinas, minerais, cálcio, potássio, magnésio, zinco, sódio, cromo, cobre, cloro, ferro, manganês, betacaroteno (pró-vitamina A), vitaminas B6 (piridoxina), B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3, E (alfa tocoferol), C (ácido ascórbico), ácido fólico e colina.

Essa riqueza de nutrientes é que confere à babosa um enorme poder de cura, sobretudo em doenças imunológicas, como câncer. Além disso, ela cura e previne quase todas as doenças, pois renova todo o sistema imunológico. 

Também é indicada para diabéticos, uma vez que equilibra a glicose e pode até curar tal doença.

A babosa também é indicada para os doentes de aids, pois fortalece o organismo.

RECEITA DE FREI ROMANO ZAGO
Esta receita contra o câncer foi divulgada por frei romano Zago.

Para fazê-la, o melhor tipo de babosa é a Aloe arborescens (veja a foto), que é mais fina e contém pouco gel, tendo em vista que mais de 90% das propriedades medicinais da babosa estão na casca.


Aloe arborescens
Você também pode usar a Aloe barbadensis (veja a foto), mas retire 80% do gel antes do preparo.

Aloe barbadensis

Antes de colher a babosa, observe o seguinte:
  • O pé da babosa deve estar plantado de 3 a 5 anos no mesmo local, pois nessa condição ela estará bem forte, com seus princípios ativos em melhores condições para a cura sobretudo do câncer.
  • Colha a babosa quando não estiver chovendo no mínimo há três dias, pois a terra muito úmida e o contato da babosa com a água fazem com que ela estrague mais rápido. Se isso não for possível, faça a receita e conserve-a na geladeira.
  • Colha a babosa preferencialmente à noite, ou pela manhã bem cedo, antes de o sol nascer, pois ela não deve entrar em contato direto com a luz do sol nem com luzes artificiais.
  • Ao manipular a babosa, passe apenas um pano úmido para limpá-la e retire os espinhos com o auxílio de uma faca. Não acenda a luz do local onde for prepará-la. Acenda a luz de um cômodo próximo ou use vela.
  • No período em que a babosa estiver florescendo, não a utilize, pois ela estará com seus princípios ativos alterados, uma vez que precisa alimentar as flores.
Como fazer
  • 400 g de babosa
  • 500 g de mel de abelha puro
  • Uma dose de bebida destilada (conhaque, aguardente, uísque)
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e processe bem por cinco minutos. Não precisa coar. Coloque em uma garrafa escura e guarde na geladeira. 

Dosagem
  • Antes de tomar, agite bem a garrafa.

  • Tome duas colheres de sopa em jejum, assim que acordar pela manhã; duas colheres de sopa 10 minutos antes do almoço e duas colheres de sopa antes do jantar ou antes de dormir.


OBSERVAÇÕES

  • É normal ocorrer uma pequena disenteria, pois a babosa regula as funções intestinais. Isso não faz mal. Nesse caso, basta comer banana-prata.
  • Quem sofre de câncer pode repetir esta receita quantas vezes achar necessário ou até que a doença desapareça.
  • Quem não sofre de câncer deve dar uma pausa de trinta dias entre uma receita e outra.
  • Se o mel for puro, não fará mal aos diabéticos. Mas, se tiver receio, retire-o da receita. Tome pura e em seguida beba suco de fruta para retirar o gosto amargo da babosa.
A bebida destilada é importante para a conservação da receita, mas pode ser retirada ou substituída por álcool de cereais.